25 fevereiro, 2008

Reflexões sobre a saúde de Poá


Em entrevista ao jornal Novo Milênio, o Secretário de Saúde de Poá, Murilo Mendes, confirma falta de materiais, manutenção e de funcionários para a pasta. Ao se fazer uma análise mais ampla, vê-se que a prefeitura prefere gastar em festas a investir na saúde do município.

Na publicação de 23/02, Mendes confirmou à reportagem do jornal a falta de verba para consertar a máquina de Raio-X e de aparelho oftalmológico, orçado em R$ 10 mil. Quanto a outros problemas, a desculpa é que também acontecem ou em outras secretarias ou em outras cidades. Como se fosse válida essa desculpa.

Além disso, confirmou que a alternativa da prefeitura para falta de contratação de escriturários é a exploração dos jovens que são contratados pela JUCIP. Esses adolescentes são colocados em práticas complexas que deveriam ser exercidas por funcionários concursados. Mendes informa ainda faltar auxiliares de enfermagem.

O discurso do secretário, então, deve ser desvendado. O prefeito Roberto Marques não disponibiliza dinheiro para consertar as máquinas, para a contratação de funcionários e nem para pagamento de melhores salários, os quais incentivariam funcionários melhores qualificados.

Marques, no entanto, disponibilizou R$ 100 mi, segundo a imprensa, para a decoração natalina da Praça da Bíblia. Disponibiliza em torno de R$ 1500 para cada edição do jornal Notícias de Poá. Disponibiliza alta quantia para trazer a dupla Zezé di Camargo e Luciano. Em pesquisa na Internet, seu show é por volta de R$ 80 mil. Disponibiliza verba para diversos cargos comissionados. O prefeito abriu desnecessariamente mais 3 secretarias, cujos gastos devem ser altos.

Vê-se, assim, a preferência do prefeito Roberto Marques por gastos supérfluos e a área da saúde, tão importante para a população carente da cidade, vive com o resto que sobra, para tentar cuidar de 110 mil habitantes.

Por Leandro de Jesus

18 fevereiro, 2008

CIDADE ABANDONADA

Por Leandro de Jesus

Retomemos a um assunto discutido nesse blog, mas que não cansa de preocupar os poaenses. Abandono: esse é o retrato da cidade de Poá. A prefeitura maquia o centro, mas não consegue escondê-lo, esquece-o, deixa-o “às moscas”, isso é comum tanto na área central quanto na periferia.

A gestão Roberto Marques especializa-se em pintura. Desde o início de seu mandato, todos os prédios pertencentes, ou alugados, da administração municipal passaram por novas pinturas. Agora, a nova forma encontrada para esconder os defeitos, foi maquiar ruas e praças do centro da cidade. Mas não passa de maquiagem.

Destruíram duas praças para a construção (?) de uma nova: vide praça da Bíblia. Tem até chafariz e portões que impedem o acesso de cidadãos à noite. Disseram que eram para segurança. Agora a realidade: esta praça, inaugurada com tanta pompa, cujos gastos foram em milhões, está sempre suja. Bancos, conforme publicado pelo jornal Novo Milênio, estão quebrados. Para que servem aqueles funcionários na casinha da praça? Pelo jeito para fazer o que vemos diariamente: nada. Ficam parados, conversando, esperando a jornada de trabalhao terminar e ganhar seu salário, fazendo nada. Provavelmente estão em cargos comissionados.

A própria reportagem do jornal, “Vandalismo perdura na cidade”, publica aquilo que para o prefeito são detalhes. Viadutos, placas de sinalização, túnel, todos com danificações. Claro que por obra de vândalos, mas não se vê ação da prefeitura, tanto em consertar quanto em promover programas para prevenção. Para ela, basta uma maquiagem.

O túnel do centro é outro exemplo de abandono. O odor fétido é intenso. Qualquer chuva faz ficar alagado. Iluminação fraca e pixações. Um local tão central, próximo à prefeitura, tão movimentado pela população, mas tão abandonado.

Lixeira é raridade na cidade. Depois pedem para os cidadãos serem educados. As que existem, estão em sua maioria quebradas.

Outra forma de ilusão são as inaugurações. Quem se lembra das famosas câmeras instaladas no centro, para promover a segurança. Funcionaram apenas por alguns dias. E a maternidade. Outra obra inaugurada com pompa para não funcionar.

É assim que age a atual administração. Com maquiagem e inaugurações. Mas no fundo, o abandono não consegue ser escondido e a população começa a cobrar ações, não apenas festas e inaugurações.

16 fevereiro, 2008

CANCELAMENTO DE EMPRESAS

Por Saulo Souza

Taxa de cancelamento de empresas (novidade instituída pela Lei nº. 3.276/07) no município de Poá passou de R$ 7,48 para R$ 1.000,00 e já provoca a reação de setores como o de serviços contábeis e assessoramento na cidade. Claramente, o abusivo reajuste da ordem de 13 mil por cento abalou todo setor empresarial da cidade.
Mais uma vez, na tentativa de corrigir erros passados, a Administração Roberto Marques se utiliza de caminhos nada coerentes e decisões inconseqüentes na busca de sobrevivência na ‘Guerra Fiscal’ mantida pelos municípios do Estado de São Paulo. Esta majoração abusiva viola princípios do artigo 37 da Constituição Federal, notadamente no tocante a moralidade, como por exemplo a ofensa à proporcionalidade e desvio de finalidade.
Dessa forma, é notório que esse aumento, além de ferir o principio da moralidade, poderá gerar informalidade na cidade e o descumprimento das exigências municipais pelos empreendedores, em sua maioria micro e pequenos empresários, que não terão como suportar um acréscimo tão exagerado justamente no momento em que tentam formalizar o fim de um negócio.

ANIVERSÁRIO

Neste mês, completamos 08 meses na rede e contagem de 1000 (mil) acessos no período. Foram postagens comentadas, idéias em conflito, discordâncias e concordâncias. Mas o mais importante foi a manutenção do respeito e a livre expressão de idéias. O abrir da mente e do coração. Ainda que separados pela distância física – mas unidos virtualmente. Queremos agradecer o tempo que você dedicou para ler e comentar os nossos textos. Agradecer por você ter partilhado um pouco de si e levado um pouco de nós por meio deste blog. E convidá-lo para continuar conosco nessa aventura da partilha virtual de idéias.
Abraços

Saulo Souza e Leandro Gomes

LOUCO, EU?

Por Saulo Souza

Sabia que Deus gosta dos loucos? Não?
Então veja se não tenho razão:
- Alguma pessoa normal chegaria na frente do mar e diria: ABRE-TE!?
- Alguma pessoa normal olharia prá cima e gritaria pro sol: PÁRA, SOL! ?
- Alguma pessoa normal bateria com o cajado numa pedra prá tirar água?
- Alguma pessoa normal diria prá um morto há 3 dias: LEVANTA-TE E ANDA! ?
- Alguma pessoa normal mandaria o mar e o vento ficarem quietos?
- Alguma pessoa normal ficaria quietinha sentada dentro de uma jaula com leões famintos?
- Alguma pessoa normal ficaria rodando em volta de uma cidade durante 7 dias, cantando, até as muralhas da cidade caírem?

É assim que desejo seguir: VENDO O INVISÍVEL! ACREDITANDO NO IMPOSSÍVEL!

11 fevereiro, 2008

TUBARÕES

Por Saulo Souza
“Se os tubarões fossem homens”, perguntou ao sr K. a filha da sua senhoria, “eles seriam mais amáveis com os peixinhos?”. “Certamente”, disse ele. “Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca, e tomariam toda espécie de medidas sanitárias. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, então lhe fariam imediatamente um curativo, para que ele não lhes morresse antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar em direção às goelas dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.
O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo, quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que esse futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam evitar toda inclinação baixa, materialista, egoísta, marxista, e avisar imediatamente os tubarões se um dentre eles mostrasse tais tendências.
Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, eles iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender. Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia o título de herói.
Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo em direção às goelas dos tubarões, e a música seria tão bela, que a seus acordes todos os peixinhos, com a orquestra na frente, sonhando, embalados nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões.
Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões.
Além disso, se os tubarões fossem homens também acabaria a idéia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles teriam, com maior freqüência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores, detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas etc. Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens".
Bertolt Brecht em "Histórias do sr. Keuner" - Editora34, p.53 (os grifos são meus).

02 fevereiro, 2008

Partidos

Por Saulo Souza
Não é novidade para ninguém que a composição partidária em Poá se modifica de acordo com a alternância do Poder Executivo. Os políticos, em sua maioria, não querem ficar longe do poder e, com isso, migram para partidos que compõem a base de sustentação do governo. Eles mudam de partido para ficarem próximos dos governantes, por causa de cargos públicos, emendas orçamentárias, prestígio, dinheiro e outras benesses que são oferecidas pelo governo. Todos os anos constroem-se partidos artificiais, que fazem crescer as chamadas coligações e que agridem a democracia.

A fidelidade partidária, como a própria definição do Aurélio deixa claro, implica “ser fiel, leal e constante”. Se há políticos que mudam de partido várias vezes como em nossa cidade, podemos de longe já concluir quais são os seus verdadeiros ideais.

Segundo o Dicionário Aurélio, fidelidade significa:
- Qualidade de fiel, lealdade.
- Constância, firmeza, nos sentimentos.
- Outro significado, mais ligado à Física, é: Propriedade de uma balança que assume sempre a mesma posição quando solicitada pelas mesmas forças.

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