SESSÃO DA CÂMARA DE VEREADORES

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Dia 25 de Setembro, assisti à sessão ordinária na câmara dos vereadores. Devo dizer desde já que, meus pré-conceitos (ruins) sobre esta nobre reunião em Poá foram confirmados. Saliento que, apesar de raros momentos de exceção, não está acontecendo nada de nobre dentro de plenário.
Cada vereador tem 15 minutos para discursar livremente, sobre qualquer tema, para todos do plenário. Nestes momentos, eram possível salvar a pauta de projetos de lei e requerimentos do dia (ridículos como sempre), mas os digníssimos vereadores os utilizam dizendo tudo que é desinteressante, desimportante.
Um espaço mais amplo e cenário melhor para discussão da coisa pública não existe. Ainda assim, os medíocres vereadores de nossa cidade não honram este espaço. Sinceramente, fiquei triste com os discursos (raros salvam-se). Começo a exemplificar: é de conhecimento de todos a distância no campo ideológico que estão colocados os partidos no país, mas na câmara todos parecem irmãos. É um elogio para lá, outro para cá, abraços para lá, outros para cá. Quando chegam no púlpito, praticamente todos elogiaram a atuação na cidade de outros vereadores. Não que eles devam ser inimigos, mas somente elogios a adversários políticos de tendência ideológica muitas vezes contrária, chega a indignar-nos. E pior, a coisa pública não é discutida dentro desses cumpadrismos.
Um absurdo foi elucidado semana passada. A FAEP – empresa que gere o hospital municipal – não realiza todos exames demandados na cidade de Poá. No contrato, há um limite de 12.200, mas atualmente são mais de 20 mil os necessitados pela população. E aí está o crime. A prefeitura, com autorização dos vereadores, assinou o contrato com este teto. Mostra o descaso com o povo, pois ela nem sabe quanto é demandado pela população.
Na câmara, o que se viu, foram vereadores culpando o ex-secretário de saúde, por este erro e por muitos descuidos que vem acontecendo com a saúde em Poá. Querem inocentar-se no caso. No entanto, todos eles tinham à disposição documentos para analisar e não concordar com eles. Agora, querem mostrar-se como vítimas, quando são culpados da mesma forma.
Uma das funções da câmara é fiscalizar o poder público, mas até isso os vereadores abstêm-se de fazer. Testinha apresentou um requerimento para obter informações a respeito da obra na Av. 9 de Julho, em frente ao edifico em construção do vice-prefeito. Mais uma vez, contra seus deveres, rejeitaram o requerimento. O que custa investigar, ou eles não querem é ter trabalho?
Estavam presentes, ainda na seção, Fernando Felipe, Secretário de Comunicação e André Marques – Secretário de governo. A presidência da casa – Harati – negou o pedido de Rogério Mathias para um esclarecimento em público de Marques a respeito dos programas de saúde na cidade. Mais uma vez, os que têm o poder sobre a discussão no espaço público poaense, negaram que o povo seja informado. Mais uma vez, atingem aqueles que os elegeram.
Assim, percebemos o quanto são desinteressantes e, por que não, inúteis nossos vereadores. Não fiscalizam, não debatem, não combatem, não legislam, não criam. Em síntese, não fazem seu dever. Contribuição de Leandro Gomes, estudante de Jornalismo na PUC-SP.

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