29 setembro, 2007

Notas

MERENDA ESCOLAR

Aloooooooooooo Fernando Felipe. Alooooooooooo Roberto Marques. Semana passado faltou gás para fazer merenda em duas escolas poaenses. Nosso secretário de comunicação falou que foi apenas um desencontro de informações.
Prestem atenção, não é a primeira vez que falta gás e conseqüentemente merenda para as crianças da cidade. Trabalhei em escola e sei que isso muitas vezes acontece. A prefeitura não toma as providências com antecedência, e os alunos arcam com o prejuízo.
Fernando Felipe disse que isso foi um alarde da população. Basta perguntarmos para os alunos quantas vezes foram embora ou comeram bolachinhas em vez de comida.
Houve ainda uma denúncia do vereador Edison na câmara. Não havia bolachas em quantidade suficiente para atender os alunos. Ou seja, a prefeitura não está nem aí para as crianças da cidade.

MATERNIDADE

Parabéns prefeito. Inaugurou uma obra. Fez festa. E ela deverá funcionar somente ano que vem. Pelo jeito acham que nós somos palhaços.

PINTURA DE PRÉDIOS PÚBLICOS

Já perceberam como os prédios públicos poaenses estão sendo sempre pintados? Alías, isso foi uma prática desde o primeiro mês da atual gestão. Quanto será que gastam nisso. Será que boa parte desse dinheiro não podia ser destinado à saúde do município?

APREENSÃO DE CDS PIRATAS
Está no sitio da prefeitura (www.poa.sp.gov.br) que foram apreendidos cds e dvds piratas no centro de Poá. Será que foram daquelas barracas que ela própria autorizou a funcionar? Se não foi, seria bom que ela verificasse o conteúdo que está sendo vendido lá.

CÂMERAS

Ei prefeito. Onde estão as câmeras do centro de Poá. Aliás, o está o dinheiro investido para esse programa de segurança e que não está funcionando?

CALÇADAS

Prefeito, pare de pintar prédios públicos. Você já parou para olhar como estão as calçadas do centro. Creio que não, pois o sr. não deve andar à pé. Pensemos em nossos idosos que podem acidentar-se nesses locais.

Por Leandro de Jesus Gomes
Estudante de Jornalismo

SESSÃO DA CÂMARA DE VEREADORES

Dia 25 de Setembro, assisti à sessão ordinária na câmara dos vereadores. Devo dizer desde já que, meus pré-conceitos (ruins) sobre esta nobre reunião em Poá foram confirmados. Saliento que, apesar de raros momentos de exceção, não está acontecendo nada de nobre dentro de plenário.
Cada vereador tem 15 minutos para discursar livremente, sobre qualquer tema, para todos do plenário. Nestes momentos, eram possível salvar a pauta de projetos de lei e requerimentos do dia (ridículos como sempre), mas os digníssimos vereadores os utilizam dizendo tudo que é desinteressante, desimportante.
Um espaço mais amplo e cenário melhor para discussão da coisa pública não existe. Ainda assim, os medíocres vereadores de nossa cidade não honram este espaço. Sinceramente, fiquei triste com os discursos (raros salvam-se). Começo a exemplificar: é de conhecimento de todos a distância no campo ideológico que estão colocados os partidos no país, mas na câmara todos parecem irmãos. É um elogio para lá, outro para cá, abraços para lá, outros para cá. Quando chegam no púlpito, praticamente todos elogiaram a atuação na cidade de outros vereadores. Não que eles devam ser inimigos, mas somente elogios a adversários políticos de tendência ideológica muitas vezes contrária, chega a indignar-nos. E pior, a coisa pública não é discutida dentro desses cumpadrismos.
Um absurdo foi elucidado semana passada. A FAEP – empresa que gere o hospital municipal – não realiza todos exames demandados na cidade de Poá. No contrato, há um limite de 12.200, mas atualmente são mais de 20 mil os necessitados pela população. E aí está o crime. A prefeitura, com autorização dos vereadores, assinou o contrato com este teto. Mostra o descaso com o povo, pois ela nem sabe quanto é demandado pela população.
Na câmara, o que se viu, foram vereadores culpando o ex-secretário de saúde, por este erro e por muitos descuidos que vem acontecendo com a saúde em Poá. Querem inocentar-se no caso. No entanto, todos eles tinham à disposição documentos para analisar e não concordar com eles. Agora, querem mostrar-se como vítimas, quando são culpados da mesma forma.
Uma das funções da câmara é fiscalizar o poder público, mas até isso os vereadores abstêm-se de fazer. Testinha apresentou um requerimento para obter informações a respeito da obra na Av. 9 de Julho, em frente ao edifico em construção do vice-prefeito. Mais uma vez, contra seus deveres, rejeitaram o requerimento. O que custa investigar, ou eles não querem é ter trabalho?
Estavam presentes, ainda na seção, Fernando Felipe, Secretário de Comunicação e André Marques – Secretário de governo. A presidência da casa – Harati – negou o pedido de Rogério Mathias para um esclarecimento em público de Marques a respeito dos programas de saúde na cidade. Mais uma vez, os que têm o poder sobre a discussão no espaço público poaense, negaram que o povo seja informado. Mais uma vez, atingem aqueles que os elegeram.
Assim, percebemos o quanto são desinteressantes e, por que não, inúteis nossos vereadores. Não fiscalizam, não debatem, não combatem, não legislam, não criam. Em síntese, não fazem seu dever. Contribuição de Leandro Gomes, estudante de Jornalismo na PUC-SP.

15 setembro, 2007

Renan Calheiros


Vergonha. Quanta desfaçatez, quanta falta de dignidade, quanto cinismo. O senado amarra o nosso país à um destino mesquinho e o condena a um futuro medíocre como uma republiqueta de quinta categoria. O distanciamento da classe política dos verdadeiros dramas nacionais, com sua locupletação desavergonhada, com sua cara de pau deslavada e na defesa dos seus interesses mais ordinários, causa asco. A nação paga salários astronômicos a uma corja política que só se preocupa em defender seus comparsas; isso adoece qualquer um. Que tipo de lição meus filhos poderão aprender com a ética que emana das instituições mais altas da sociedade? A dos ministros do Supremo Tribunal Federal que confessam sentenciar com a espada na garganta? A dos deputados federais que inocentam seus pares e ainda se rebolam num escárnio ritmado? A dos senadores que recebem propina, vendem suas consciências e vinculam seus votos a troco de migalhas? As crianças brasileiras vão crescer com a noção de que oportunismo, achincalhe e pura falta de vergonha na cara servem de trampolim para quem busca se dar bem na vida. Saibam os senhores senadores, deputados e outras classes políticas, que os trabalhadores honrados e sofridos do Brasil lhes detestam. Não desejaríamos desonrar nossa mesa partindo o pão na companhia de vocês (recuso-me a chamar-lhes de excelências). Confesso meu sentimento de impotência diante dessa máquina bem azeitada que permite que as oligarquias suguem meu sangue em forma de impostos. Eles são absolutamente nojentos porque enriquecem com o suor de mulheres desdentadas e com os calos do trabalho infantil. Sem pejo moral, inocentaram um culpado porque são corporativistas sem honra. Confesso que não sei como reagir ao que foi decidido no Senado senão engrossar o coro dos descontentes.Doze de setembro de 2007 ficará marcado como um dia muito triste.

11 setembro, 2007

BASTA

Assim de repente, como no poema do Vinicius, tenho vontade de endoidecer. Semelhante ao rei Davi que se fez de doido, penso em cuspir marimbondos, chutar o pau de barraca, gritar impropérios, esmurrar ponta de faca. Assaltam-me surtos de indignação e nem sei porquê, dá vontade de zombar dos discursos políticos e desmascarar a desfaçatez dos hipócritas de plantão que estão na câmara e na prefeitura da nossa cidade.
Não tenho sangue de barata. Leio os jornais da região todo dia e não suporto mais essa imprensa marrom, chapa branca, sei lá qual a cor, sempre plastificada e sempre ordinária, contente de narrar o cotidiano a partir do viés dos seus ricos proprietários. Não suporto mais a frieza como se noticia o descaso de doentes nos corredores dos hospitais e postos de saúde, a morte de crianças, os acidentes em estradas mal sinalizadas e esburacadas. Não agüento mais assistir o abismo social afastando os dois Poás que compõem a minha cidade.
Dos escombros de minha decepção, do fundo de minha tristeza, tenho ímpetos anarquistas; uma vontade louca de expor como os partidos políticos funcionam dentro da lógica do mercado; como vereadores e a prefeitura se relacionam a fim de atender apenas seus interesses em detrimento de toda coletividade; como cada poaense esquecido nos bairros mais distantes da nossa cidade é tratado com descaso e desdém.
Sei que não basta ficar com os olhos vermelhos. É preciso fazer alguma coisa. Assim, porei o resto de energia que me resta a serviço da justiça. Não continuarei a acreditar que não existe esperança; minhas palavras consistirão numa convocatória para que os poaenses comecem a dizer basta.

03 setembro, 2007

DEMOCRACIA

Um Estado que trabalha para grupos de interesses escusos e ao arrepio da lei não é um Estado democrático. Esse status quo - aceito por FHC em suas alianças espúrias e aceito por Lula em suas alianças espúrias - no qual os políticos são deixados a roubar como preço da "governabilidade" é quase mortal às aspirações de desenvolvimento do país.
O Supremo Tribunal Federal deu tiro certeiro ao aceitar processo contra os 40 do mensalão. Mas é preciso muito mais. A máquina política toda, e grande parte do Estado brasileiro, chafurda na lógica do mensalão. Isso não pode mais ser tolerado. O país avançou mas a política atolou, muito porque os votos dos Estados mais desenvolvidos do país valem menos do que os dos mais atrasados, outra doença da democracia nacional. Lula parece não ter percebido a urgência da mudança política, apesar da lucidez revelada em sua atuação na economia. "É uma coisa crônica no país" disse, passivamente, na semana passada sobre nomeações fisiológicas a cargos públicos.
O presidente está errado. Os políticos estão errados. Cabe a nós, eleitores, consertá-los e/ou puni-los, porque ao menos isso existe na democracia brasileira, a necessidade do voto para se eleger. E a internet é arma poderosa e eficiente para isso.
Comece disparando um e-mail para seu senador (ou para todos) e peça que ele não absolva Renan Calheiros no plenário do Senado. Segue abaixo o endereço eletrônico de todos os senadores por ordem alfabética dos Estados. Escreva já! Vai uma sugestão de texto, para copiar e colar: "Caro Senador, votei no senhor nas últimas eleições. Como meu representante no Senado, peço que vote contra Renan Calheiros. Grato".
Sem resolver os políticos não resolvemos o Brasil.
Os e-mails dos senadores:
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
DistritoFederal
cristovam@senador.gov.br
Espírito Santo
magnomalta@senador.gov.br
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
jayme.campos@senador.gov.br
Mato Grosso do Sul
delcidio.amaral@senador.gov.br
Minas Gerais
eliseuresende@senador.gov.br
Pará
Paraíba
Paraná
Pernambuco
marco.maciel@senador.gov.br
Piauí
j.v.claudino@senador.gov.br
Rio de Janeiro
francisco.dornelles@senador.gov.br
Rio Grande do Norte
jose.agripino@senador.gov.br
Rio Grande do Sul
Rondônia
fatima.cleide@senadora.gov.br
Roraima
mozarildo@senador.gov.br
Santa Catarina
neutodeconto@senador.gov.br
São Paulo
eduardo.suplicy@senador.gov.br
Sergipe
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