31 julho, 2007

Quero ser Prefeito

Quando se visita Maceió, nos meses de junho ou julho, os turistas podem apreciar apresentações de variadas quadrilhas espalhadas pela cidade. Foi em uma dessas apresentações que poeta-cantador Messias Lima apareceu. Ele interpretou um forró de sua autoria, intitulado " Quero ser Prefeito" . O tema é totalmente atual. Na verdade acho que o Messias Lima conhece a nossa cidade.

Leia com atenção os versos da música " Quero ser Prefeito" .

(Começa com o candidato falando para o povo, em um discurso):
- Meus amigos de minha terra: sou candidato a prefeito pelo meu município. Era um sonho meu trabalhar por vocês. Vem aí o meu plano de governo.
(Vejam suas intenções - ele canta):
- Quero ser prefeito, eu quero ser prefeito.
Na minha cidade eu vou fazer tudo direito.
Vou construir colégio e um hospital, uma casa funeral para ajudar meus eleitores. Vou dar emprego para todos os meus parentes. Vou trabalhar juntamente com os meus vereadores. Vou comprar terra, comprar gado e carro novo, depois eu tapeio o povo com três inaugurações. Eles não sabem, pensam que eu estou com eles, mas eu só preciso deles no dia das eleições.
Quero ser prefeito, eu quero ser prefeito.
Na minha cidade eu vou fazer tudo direito.
(Ele discursa novamente, após ser eleito):
- Meus amigos, muito obrigado pelo voto de vocês, agora que estou eleito, tá na hora de pôr em prática o meu plano de governo. Muito obrigado, um abraço do prefeito Messias Lima .
(Depois de eleito, a triste constatação - ele canta):
- Eu bem que disse a vocês, sempre fui muito sincero. Eu disse que era assim, não acreditaram em mim, votaram porque quiseram. Em meu discurso eu fui claro e evidente, falei sobre os meus parentes a quem eu ia ajudar; não prometi nada de bom para o povo, terra, gado e carro novo eu disse que ia comprar. Já fui eleito; comigo ninguém se engana, o povo é que se dane, eu tô querendo é me arrumar.
(Aí, quando o povo vai procurar pelo prefeito!!!):
- Por favor, eu queria falar com o prefeito.
- Não pode, minha filha, ele está em reunião.
- Eu queria falar com o prefeito.
- Está viajando.
- Eu queria falar com o prefeito.
- Agora não pode, moço, ele foi para não sei aonde.

abraços.

29 julho, 2007

N e p o t i s m o

Não é de hoje que nos deparamos com cargos públicos preenchidos por parentes e amigos dos ocupantes do poder. Na nossa cidade essa prática alcança o absurdo. Muitos profissionais qualificados são preteridos para que pessoas ligadas por laços de sangue ou mesmo de amizade com os filiados do PTB (partido de filiação do Prefeito Roberto Marques) e de Vereadores dos mais variados partidos, encontrem um lugar ao sol. Isso mesmo! Vereadores e membros do Executivo estão favorecendo cegamente parentes e amigos em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos públicos. É a pratica do que chamamos de nepotismo ou em termos mais amplos, porém intimamente relacionados, "pistolão" e empreguismo.


Legislativo e Executivo uniram forças para atender seu próprios interesses em detrimento da coletividade, do grito e das necessidades do povo pobre e trabalhador. Na última sessão legislativa, os vereadores aprovaram o Projeto do Executivo que estabelecia a criação de mais 05 (cinco) cargos em comissão, traduzindo-se assim num prejuízo mensal para os cofres públicos no valor de R$ 15 000,00. Não foi levado em conta a enorme quantidade de assessores a disposição que perambulam pela prefeitura com papéis e cartas nas mãos - os verdadeiros office-boys de luxo que estão escoando o dinheiro publico e já trabalhando para reeleição de seus entes no próximo ano.


São os cargos as moedas de trocas nos apoios partidários. Já foram oferecidos 200 (duzentos) cargos para cada partido que apoiar a reeleição do Sr. Roberto Marques. Esse mal que antes reinava nas escondidas, agora está às claras... ali na saída do túnel na região central. Um tal abrigo “Centro de Informações” com quase cinco pessoas para o que? Não sei! Talvez fazer recortes dos jornais da região e divulgar as “boas obras” realizada por esta Administração que pode se dizer uma das que mais escoaram o dinheiro público na história da nossa cidade ou ainda servir algodão doce para divulgar o circo que está na cidade. Seria cômico se não fosse triste, funcionário com enorme crachá e em horário de expediente servindo algodão doce em nome do circo que se encontra instalado na Praça dos Eventos, sendo remunerado com o meu e o seu dinheiro. Esta imagem não sai da minha cabeça.


Enfim, não somente esta, mas também a de um estudo publicado numa edição antiga da revista Nature que mostrava que até mesmo as mais simples criaturas sociais - amebas - têm a capacidade de não só reconhecer os parentes, como de praticar uma discriminação que os favorece. O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade Rice, provou relativa sofisticação do comportamento social entre micróbios. Seres nojentos, rastejantes e nepotistas? Parece uma certa Administração Municipal que eu conheço…

28 julho, 2007

M A N I F E S T O


Em seu show com Seu Jorge, com firmeza, Ana Carolina declama um poema de Elisa Lucinda, oportuníssimo pela lucidez com que fala este nosso Brasil de "malas e cuecas que voam entupidas de Dinheiro".Um recado firme e forte de Elisa Lucinda para aqueles que acham que os verdadeiros cidadãos estão descrentes e desmobilizados diante de tantas trapalhadas de nossos políticos. Para a plena cidadania, tudo isso tem um efeito contrário: o de reafirmar a crença na justiça e nas instituições, na honestidade e na dignidade humana. E no poder da mobilização para transformação e construção de uma realidade mais justa e menos violenta.
Esta é a íntegra do poema de Elisa Lucinda:
Só de Sacanagem
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, Esse apontador não é seu, minha filhinha”.
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser,vai dar para mudar o final!
Elisa Lucinda, 12 de agosto de 2005.

26 julho, 2007

Internet x Televisão

Nos últimos anos o Brasil transformou-se num dos países do mundo onde mais crescem os serviços interativos. Essas condições nos permitem fazer projeções otimistas de que internet já não é mais uma tecnologia exclusiva dos entendidos. A experiência da Internet tem se tornado cada vez mais simples, fácil e eficaz. Assim como as fraldas descartáveis e os fornos de microondas, a Internet é um produto não só prático, mas a caminho de se tornar imprescindível na vida moderna. Por exemplo, que escolheria você para levar para uma ilha deserta? Um telefone, um televisor ou um computador com acesso à Internet? Segundo uma pesquisa recente, a maioria das pessoas escolheria o computador conectado à Internet. Outros dados notáveis: mais da metade dos pesquisados mudou a arrumação dos móveis para acomodar um computador. Três em cada quatro acham que seu endereço eletrônico é mais conhecido que seu número de telefone. E quase quatro entre cinco gastam navegando na Internet tempo que antes passavam vendo televisão.

À parte suas óbvias aplicações comerciais e sociais, a Internet tem exercido um impacto muito positivo sobre a população brasileira. Além de encurtar distâncias, está afetando profundamente a educação e outras áreas. Ela está se tornando uma ferramenta extremamente poderosa de benefício para sociedade. Infelizmente, também está promovendo a perseguição de uns não interessados nesta evolução como é o caso da Rede Globo. No ano passado a emissora veiculou no Fantástico duas matérias “anti-internet”. As matérias mostravam os internautas como doentes mentais viciados por informação e internet. A reportagem procurou revelar para aqueles que não tem acesso ao computador que estes não estão perdendo nada, pelo contrário, só se livrando de se tornarem malucos e viciados quando na verdade sabemos que o real interesse da emissora é continuar manipulando mídia e opinião e jamais perder espaço para Internet em cujo ambiente é livre a expressão. Bons exemplos são os blogs e o chamado Orkut que a Rede Globo tratou de tachar como site de tarados sem prejuízo é claro de alguns que utilizam a rede indevidamente. Critico muito a televisão (o conteúdo que nela é disponibilizado), mas ainda não me atrevo a dizer que a Internet é uma rede perfeita. Na verdade, tanto na televisão quanto na Internet é necessário estabelecer regras de controle. Porém a Internet sai em vantagem, pois permite que cidadãos obtenham informação das mais variadas maneiras, traduzindo em liberdade para pessoa traçar sua própria opinião.

23 julho, 2007

O ultimo vôo do JJ 3054

Contribuição da leitora assídua Daline de Oliveira Souza, estudante de Direito da Universidade Mogi das Cruzes.
Eles embarcaram normalmente ás 17h16 em Porto Alegre (RS), o vôo apesar da chuva foi tranqüilo. Para os que estavam voando pela primeira vez, foi um alívio no momento em que o avião tocou o chão no aeroporto de Congonhas ( SP), o relógio marcava 18h46. Aos que já estavam acostumados com vôos, só restava a freada para que pudessem desembarcar e ir ao encontro dos “destinos planejados”. Porém, o avião freou, mas não parou! O alívio dos calouros se apagou e o destino dos veteranos não se concretizou. Muita chuva, pista molhada e tentativa frustrada ao arremeter. O avião se chocou contra o prédio da própria companhia da aeronave. Houve uma explosão, muito fogo e gritos de socorro. Eram 176 pessoas a bordo, e mais algumas pessoas que estavam no interior do prédio atingido ou nas imediações. Eram pessoas comuns, iguais a mim e a você. Eram sonhadoras, trabalhadoras, pais, filhos, irmãos, avós, amigos... eram seres humanos. Eles se foram... E sei que esta partida não estava em seus planos. Quando não temos planos em certos pontos de nossa vida, geralmente vivemos totalmente despreocupados quanto a eles. Essa nossa despreocupação muitas vezes, faz-nos adiar atitudes e gestos que seriam importantes para nós e para outros. Talvez muitos que estavam no vôo JJ 3054, adiaram pequenos gestos que fariam toda a diferença. Um beijo sincero, um abraço apertado, um pedido de perdão, um “eu te amo”, ou até mesmo um simples “ Oi”.... É que eles prometeram para si mesmos que voltariam, e essas atitudes poderiam simplesmente serem executadas depois, talvez na volta quem sabe. Eles se esqueceram de suas impotências diante do futuro, esqueceram que eram limitados quanto ao minuto que viria. Foram pegos de surpresa....E se fosse eu ou você no lugar deles? Estaríamos preparados? Seriamos capazes de enfrentar a morte com dignidade, sem medo ou arrependimento do que fizemos ou deixamos de fazer? No posto de gasolina que fica junto ao local do acidente, foi encontrado um veículo em chamas. No seu interior estavam carbonizadas mãe e filha pequena abraçadas. Esse foi o ultimo gesto de amor entre as duas, para elas ainda deu tempo de darem o ultimo abraço. E os outros? Quantos gostariam de ter abraçado seus filhos, pais, parentes, namorados ou amigos antes de partirem? O tempo e o fogo não esperaram e nem respeitaram o desejo deles. Neste exato momento o fogo do acidente já cessou, mas o tempo não cessa e continua a voar. E a mensagem que eu tenho para você é esta: Não espere o tempo passar, o tempo é agora. Ame mais, abrace mais, beije mais e perdoe muito mais... O dia do amanhã não nos pertence. Viva cada minuto, como se fosse o seu último minuto na face da Terra.
Beijos a todos e meus sentimentos às Famílias das vitimas.

12 julho, 2007

C A M I N H O S

Na nossa vida sempre existirão dois caminhos a seguir: aquele que todo mundo segue e aquele que a nossa imaginação nos leva a seguir. O primeiro pode ser o mais seguro, o mais confiável, o menos crítico e aquele onde você encontrará muitos amigos, por isso muitos passam por ele. Assim você será apenas mais um a segui-lo. O segundo, com certeza, vai ser mais difícil. Você não encontrará muitos amigos e terá maiores críticas... Mas também, o mais criativo, onde você aprenderá muito mais. Não importa o que você seja ou quem você seja, ou o que deseja na vida, porque o melhor é ter ousadia e ser diferente de todo mundo. Isso irá refletir na sua personalidade, no seu caráter, naquilo que você é e sempre será. E é assim, são pelos caminhos que você escolhe e gestos que possui que as pessoas se lembrarão de você um dia ou quem sabe para sempre.

08 julho, 2007

Prefeitura Denunciando Invasão

Quero pela primeira vez neste blog parabenizar a prefeitura de Poá pelo cumprimento de algo. Conforme publicação em seu sítio oficial (http://www.poa.sp.gov.br/prNot.asp?id=1474), houve “invasão” (na realidade, uma ocupação) no Jardim São José e segundo o Plano Diretor aprovado no município, não será possível implantação de novos complexos habitacionais no bairro. Portanto, não deve apoiar a ocupação no local.
Ainda segundo a matéria, a prefeitura denunciou a invasão ao proprietário do terreno, para que o mesmo tome as devidas providências. Muito bem.
Mas, e as próximas providências a serem cumpridas pela Administração? NÃO FORAM CUMPRIDAS. A prefeitura, ao ver cidadãos sem teto, em busca de um terreno no qual possam instalar-se, apenas os denunciou e nada mais fez. Deveria propor e operar um plano de acomodação da população carente; deveria operar um plano de alimentação para estes; deveria implantar um plano de segurança no local.
Se na localidade não é mais possível criar complexos habitacionais, ótimo, que se criem em outro local, dando oportunidade de moradias para os cidadão. Apenas denunciando como fez, a prefeitura está em defesa dos donos de terra improdutiva (por sinal, o que é proibido na constituição). Ou seja, quer que todos saiam do terreno, privilegiando um dono e não cria nenhuma solução social para aquelas 200 pessoas que lá estão.
PARABÉNS PREFEITURA POR DEFENDER UM E NÃO DAR OPORTUNIDADES E NEM PROPOR NADA AS FAMÍLIAS CARENTES.
Por Leandro de Jesus Gomes

ATAQUE AO MEIO AMBIENTE

O prefeito Roberto Marques está atacando muitas áreas verdes do município, às vezes ele destrói totalmente o espaço, às vezes substitui por uma área artificial. Apesar disso, a prefeitura assinou o Termo de Adesão ao Programa Município Verde, no dia 03/07/2007 (vide http://www.poa.sp.gov.br/prNot.asp?id=1479). PARECE FICÇÃO OU PIADA DE MAU GOSTO.
“Segundo os parâmetros do Protocolo do Município Verde, Poá se compromete a apresentar um plano com ações e metas para implantação e desenvolvimento das dez diretivas previstas, que são: esgoto tratado, lixo mínimo, recuperação de mata ciliar, abordagem urbana, educação ambiental, habitação sustentável, uso da água sem desperdício, poluição do ar, estrutura ambiental e formação do Conselho Municipal de Meio Ambiente”.

Ainda segundo a nota divulgado no sítio da prefeitura, o “prefeito Roberto Marques afirmou que Poá não terá dificuldades em cumprir as metas estabelecidas, pois sua Administração já tem executado várias delas e elaborado projetos e estudos através do Departamento de Meio Ambiente para a preservação ambiental. Uma das propostas é a efetiva transformação de Poá em estância, sendo fundamental o plantio de árvores na cidade”.

Acreditem, no momento no qual os munícipes reclamam e denunciam inacreditáveis práticas contra o meio-ambiente na cidade, a prefeitura divulga isso. Vamos citar alguns exemplos do descaso em nossa cidade.

- Destruição da praça da bíblia e construção no local de um espaço totalmente artificial. Além disso, o espaço que deveria ser público, está rodeado por grades, impedindo a livre permanência no local, tem árvores artificiais. Como diria Milton Santos, “é um não-lugar”.

- Destruição de todas árvores plantadas na avenida 9 de Julho.

- Implantação de barracas fixas na praça expedicionário.

-Construção da rodovia Padre Eustáquio no pouco espaço que resta de área verde no município.

Devemos, portanto, denunciar estes absurdos. Poá não merece receber o pretendido selo com a assinatura deste termo. A cidade não é exemplo de preservação do meio-ambiente, muito pelo contrário, o que se vê neste exato momento é uma arbitrariedade contra as áreas naturais. Hoje em dia, a prefeitura desrespeita os itens propostos no acordo e faz uma propaganda mentirosa. Os munícipes não estão de acordo e a prefeitura está alheia à vontade do povo.

PS: Nesta matéria é comentado a respeito de um parque municipal. Será que a prefeitura fará mais um ataque à natureza, no local onde existe a última reserva de mata nativa no município? Desse jeito, é bem provável
Por Leandro de Jesus Gomes

04 julho, 2007

Para que serve um jornal?

Às vezes, parece que ninguém sabe o que é o jornalismo e para que serve. "Um jornal serve para servir", concluía um jornalista brasileiro que eu o li uma vez. Um jornal deve ser verdadeiro - o que não significa dizer sempre a verdade, mas tentar fazê-lo. Um jornal deve fazer pensar - o que não significa pensar melhor e mais fundo, mas não desistir de o tentar, concluía ele. Enfim, um jornal deve ser democrático, ou seja, ele não pode se restringir a análise das situações do ponto de vista de uma minoria em detrimento da coletividade.
Há, claro, vários tipos de jornalismo. É o jornalismo de jornal em nossa cidade, cuja crise se decreta há anos, que aqui importa.
Acompanhei os noticiários jornalísticos que cobriram os recentes eventos de inaugurações em nossa cidade. As matérias e artigos veiculados foram suficientes para proclamar um jornalismo parcial e interesseiro a serviço da Administração. Fui surpreendido pelo Jornal Novo Milênio, sua cobertura destoou de todos os outros. Ela foi imparcial. Apontou o interesse da Administração nas inaugurações e o protesto de pessoas que discordavam das obras (inclusive foram publicadas minhas palavras de protesto na íntegra). O jornalista publicou informações verdadeiras. Ouviu os dois lados. Ficam aqui registrados os meus cumprimentos aos responsáveis pela matéria.
Enfim, jornalistas ouçam-me! O que o povo ordena é que vingue o melhor do seu pensamento sobre a sua cidade. Nenhuma imprensa será verdadeiramente democrática se não tiver como sua característica principal estabelecer um vínculo mais estreito entre o povo e o periódico.

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