Mercado Popular

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As recentes barracas que foram autorizadamente instaladas no centro de Poá estão instaladas em local proibido. Existe o descumprimento de regras estabelecidas por lei para a localização das barracas. Instalar barracas a menos de 20 metros de bens e monumentos tombados, a menos de 5 metros das faixas de pedestres e dos orelhões, em frente das portas das agências bancárias, sem obediência a distância mínima entre barracas e que prejudicam o meio ambiente, por exemplo, são exigências de qualquer administração que se preocupa com a política de desenvolvimento urbano.
O desorganizado mercado que está se ampliando na Praça do Relógio está ocupando as calçadas do centro impedindo a limpeza da área e o trânsito de pessoas, servindo às máfias do contrabando, do roubo de carga e da pirataria e deteriorando parte considerável do patrimônio arquitetônico, além do prejuízo ambiental.
Cumpre à Prefeitura tocar um projeto de geração de renda de maneira responsável e diligente e não de maneira irresponsável e ilegal onde se liberam verbas através do banco do povo para pessoas que estão diretamente ligados a suas secretarias não incentivando a livre participação dos interessados. É preciso instalar mercados populares em locais adequados, movimentados, em construções atraentes, além de se conceder por parte do governo municipal, incentivos para que os camelôs possam se estabelecer legalmente como pequenos lojistas, pois hoje só lhes resta servir às máfias.
O problema dos camelôs não pode ser encarado do ponto de vista assistencialista. Hoje, o negócio que antes garantia o pão de alguns desempregados transformou-se numa fonte de recursos do crime organizado.
Defendo, portanto, a livre iniciativa econômica para geração de renda através dos mercados populares, desde que estes sejam organizados e bem localizados, onde só mercadorias legais podem ser comercializadas e que o mesmo não seja apropriado por alguns poucos funcionários da prefeitura em detrimento de toda a coletividade.

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