Poá, onde você está?

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Por Saulo Souza
A cidade é a base concreta da vida urbana. As ruas, as praças, os bairros, o centro, os estabelecimentos comerciais, as casas, os edifícios, os hospitais, as escolas, os terrenos, os vazios urbanos, o solo urbano são elementos que compõem a estrutura interna da cidade. Todos esses elementos, bem como a própria vida urbana, são constantemente modificados, produzidos e reproduzidos, pois o espaço urbano é socialmente produzido e está em permanente transformação. Dentre esses elementos, no processo de urbanização, a rua apresenta-se como lugar de realização de um tempo-espaço determinado. De simples caminhos mal traçados a largas avenidas, a rua continua sendo uma expressão do espaço urbano e uma expressão da vida humana. Na rua, a cidade manifesta-se, seja através do seu desenho ou da sua forma, seja enquanto lugar de realizações sociais. Portanto, a rua é onde se materializam as transformações na trama física e na paisagem da cidade e ainda é o lugar de manifestações das relações sociais e das diferenças. Assim, se por um lado, a rua “é um alinhado de fachadas, por onde se anda”, ou “caminho público ladeado à direita e à esquerda de casas, paredes ou muros no interior das povoações” ou ainda, “via pública para circulação urbana, total ou parcialmente ladeada de casas”, é antes de tudo “fator de vida das cidades”. Quem está na rua conhece a vida da cidade.
Executivo e legislativo da nossa cidade não estão nas ruas. Estão nos gabinetes – televisão e telefone, nas Padarias - Chips e Santa Helena, nos restaurantes - Recanto Mineiro e Maná Caiçara, nos condomínios fechados - Arujazinho e litoral, nos carros oficiais – compras e carona, nas reuniões - acordos partidários e cargos, enfim estão... Quer dizer, não estão. Homens públicos, a cidade está nas ruas não nas xícaras de cafés.

1 comentários:

Anônimo disse...

Aprendi muito

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