27 dezembro, 2007

SÍLVIO SANTOS

VOCÊ É MAIS INTELIGENTE QUE UM GAROTO DA 5ª SÉRIE?

Fazendo algumas contas rápidas:

- Jornal Noticias de Poá só sai aos sábados (uma vez por semana);

- Tempo de Contrato: 12 (doze) meses;

- Assim, são aproximadamente 04 (quatro) sábados por mês;

- Logo, são 48 (quarenta e oito) publicações em 12(doze) meses;

- Valor Total do Contrato: Aproximadamente R$ 71 000,00 (setenta e um mil reais);

- Dividindo-se VALOR TOTAL por cada publicação temos:


71 000,00 / 48 publicações = R$ 1 480,00 por publicação (sabe, aquelas oito páginas que se compram na banca em preto e branco por 0,70? É esse mesmo!)




Portanto, a nossa Câmara (sem contar a Prefeitura) paga a cada sábado ao Jornal Noticias de Poá quase R$ 1 500,00 para as pequenas publicações. Compreende por que só sobre elogios aos Vereadores? Parece que é um bom negócio ter um jornal na Cidade. Ao final do mês somam-se quase 6000,00 (seis mil reais) para o Dono do Jornal (parece ser um bom salário...). É, parece que os políticos descobriram que é mais barato comprar jornalista do que editar jornal.

25 dezembro, 2007

CÂMARA 2008

Muda-se o ano porém as práticas da Camara Municipal de Poá permanecem as mesmas. Na calada da noite e entre luzes de natal renovam-se os contratos (e que contratos):

CÂMARA MUNICIPAL DE POÁ PRORROGA CONTRATOS:

1. PERÍODO: 01/11/07 a 01/11/08

CONTRATADA: AUTO POSTO PORTAL POÁ (leia-se Edu do Posto)

‘FORNECIMENTO DE ALCOOL: 60 000 litros
FORNECIMENTO DE GASOLINA: 2 000 litros’

VALOR TOTAL: R$ 64 000,00


2. PERÍODO: 29/12/07 a 29/12/08

CONTRATADA: JORNAL NOTÍCIAS DE POÁ

‘PUBLICAÇÃO DE COMUNICADOS DA CÂMARA’

VALOR TOTAL: R$ 70 910,00

Fazendo algumas contas rápidas...

FELIZ NATAL

Natal não é uma data e nem uma estação, senão um estado da mente.
Quem valoriza a vida e as pessoas compreende o verdadeiro sentido do Natal.
Feliz Natal leitor!
saulo souza

19 dezembro, 2007

SOCORRO! POÁ ESTÁ HERDANDO...


ORÇAMENTO

Por Leandro de Jesus

É assustadora a passividade com a qual age os vereadores do município em relação à administração Roberto Marques. Esses legisladores aprovaram, sem nenhum adição ou exclusão, o orçamento 2008, enviado pelo Executivo para apreciação. É preocupante a cifra de R$ 37 milhões destinada à Secretaria de Obras, pois sabe-se que a prefeitura não têm projetos sérios para o município. Só há investimento desnecessários, a exemplo do que ocorreu com a decoração natalina, gastando-se R$ 100 mil, apesar de a prefeitura alegar não ter dinheiro para investir na maternidade municipal. O pior de tudo é os vereadores terem dado autonomia a prefeitura para transferir 50% das verbas destinadas à cada secretaria. Ou seja, pode ser ilusório o investimento programado para as áreas da saúde e educação. Descaso comum na atual administração. Vereadores fracos que colaboram com uma administração medíocre.

17 dezembro, 2007

R$ 172 milhõooooooooooooooeeeeeeeeeeeeessssssssss

Por Saulo Souza

O que você imagina que eles farão pela cidade de Poá com 172 milhões de reais durante 12 meses? Pois é, na calada da noite aprovaram o orçamento para 2008, e com um detalhe, o PREFEITO (leia-se Fernando Felippe e André Marques) terá total autonomia para remanejar arbitrariamente até 50% das verbas de uma secretaria para outra, ou seja, sem aval da câmara.

Confira a distribuição:

Administração – R$ 1,9 milhão
Assuntos Jurídicos – R$ 880 mil
CAMARA– R$ 5,9 milhão
Comunicação Social– R$ 2,5 milhão
Cultura, Esportes e Turismo– R$ 4,6 milhão
Educação– R$ 46,9 milhão
Estratégia– R$ 672 mil
Fazenda– R$5,9 milhão
GABINETE DO PREFEITO– R$ 925 mil
GOVERNO– R$1,9 milhão
Indústria e Comercio– R$ 934 mil
OBRAS– R$37,2 milhão
Planejamento– R$ 620 mil
Reserva de Contingência– R$ 1,8 milhão
Saúde– R$ 30,5 milhão
Segurança– R$ 3,4 milhão
Serviços Urbanos– R$ 19,1 milhão

Apenas algumas coincidências.

14 dezembro, 2007

Você é Zorro ou Tonto?

Por Saulo Souza

Quem lança essa pergunta é o advogado Rogério Gonçalves, de São Paulo, que estava inspiradíssimo quando escreveu “Eu sou Tonto. Você é o Zorro?”:


É amigo cidadão brasileiro. Eu sou Tonto. Eu tomo por base três palavras: bom dia, por favor e obrigado. Tonto. Eu reclamo de bueiros entupidos, fios partidos de telefone, carros abandonados em via pública, buracos, vazamentos de água, telefonia, eletricidade... Sou Tonto.

O bom é ser Zorro. É se dizer herói, cada vez mais isolado. Eu? Não. Tonto. Ando por aí e, a cada coisa errada, procuro visualizar o responsável e notificar. Não me exponho. Sou Tonto, não burro. Procuro sites, telefones, endereços, órgãos públicos e denuncio. Tonto.

Legal é ser Zorro e viver debaixo da cegueira frente às mazelas. Zorro que é herói. Vive isolado e não liga se o muro sujo é o do vizinho. Ainda bem que não é o seu, Zorro. Eu? Não. Tonto, me preocupo com o vizinho e vou lá limpar.

Ajudo animais abandonados. Procuro difundir a idéia da educação e do respeito ao ser vivente. Tonto. Zorro tem máscara. Esconde-se no anonimato. Eu? Tonto. Ao encontrar carro quebrado, farol sem funcionar ou cruzamento sem sinalização, procuro notificar os órgãos de polícia e tráfego. Tonto.

Zorro tem carro bonito. Ninguém encosta no cavalo do homem. Frio, dentro de seu isolamento. Eu? Tonto. Procuro demonstrar aos que encontro que não importa o cavalo, importa a civilidade, a coexistência, a solidariedade.

Zorro que é Zorro tem revólver. Saca e atira em quem julga transgressor. Eu? Tonto. Puno o transgressor, procurando sempre dar mais uma chance. Embora reconheça que alguns deveriam ter um tratamento muito mais severo. Sem violência. Mas com trabalho em serviço social. Tonto. Procuro sempre estender a mão. Não empurrar ladeira abaixo. Tonto.

Eu não jogo lixo na praia. Cato. Tonto. Ora, mas não se paga imposto para limpar a praia? Ora, isso é coisa de Zorro. Eu economizo água, luz e procuro dar tratamento ao lixo. Zorro que é Zorro joga no lixo. Coisa pequena. Tem lixeiro pra que? Eu aperto descarga em banheiro público. Não gasto papel desnecessariamente. Eu, reclamo em restaurante. Não tenho vergonha por estar neste ou naquele lugar. Isso é pro Zorro que tem uma imagem à zelar. Eu sou Tonto.

Eu me preocupo com meu povo. Ainda que numa razão ínfima. Queria fazer mais. Eu olho meu semelhante, e me preocupo com ele. Zorro já defende. Herói é herói. Eu? Sou Tonto. Não consigo entender como as autoridades desconhecem os riscos que correm. Só despertam quando vítimas de barbáries. Eu? Tento avisar. Chego em casa tarde e sempre me policio. Luto por Justiça e não vingança. O Zorro já saca e atira. Revólver em punho. Fim dos salafrários. Sou Tonto.

Respeito a história do meu povo. Não denigro sob o manto da piada. Isso quem faz é o Zorro. Que ri da adversidade, do ocorrido. Eu zelo pelo verdadeiro herói. Aquele que dá, sem a ganância do que terá em troca. Aquele que faz. Age. Não olha. Eu vejo uma árvore na calçada. O Zorro reclama do descaso da calçada esburacada. Quem está certo? Ora, amigo, eu sou só Tonto.

24 novembro, 2007

AUTORITARISMO

Por Professor Carlos Datovo
O PREFEITO MUNICIPAL DE POÁ DESRESPEITA A POPULAÇÃO COM O SEU AUTORITARISMO.

Como se não bastasse o desrespeito à população com obras desnecessárias, que foram e estão sendo feitas na nossa cidade, o prefeito Roberto Marques criou novas secretarias, locais que serão mais um campo para abrigar cargos comissionados. Apesar de já haverem mais de 200 nesta situação. Além disso, o Prefeito Roberto Marques vem desrespeitando os pedestres que transitam pela Av. Nove de Julho, no trecho entra a Praça da Bíblia e a Rua Hemogenes La Regina, onde está sendo reformado o piso das calçadas.
O pedestre corre o risco de ser acidentado nesse trecho, pois é obrigado a transitar no leito da avenida porque o espaço da calçada está totalmente intransitável e nem prefeitura e a empresa que presta o serviço preocuparam-se em instalar uma passarela no local para que os pedestres sejam protegidos da intolerância de alguns motoristas que passam por lá.
Talvez isso esteja acontecendo porque por ali não passam familiares desses que hoje estão no comando da nossa CIDADE.

23 novembro, 2007

PADARIA CHIPS


21 novembro, 2007

COINCIDÊNCIAS

Por Saulo Souza
Poá transformou-se numa cidade de coincidências. Temos fama de ser estância turística (?), a cidade da água mineral e a de Padre Eustáquio. Agora, somos a Cidade das Coincidências. Vejam só: CHEFE DE ALMOXARIFADO da Câmara é doador de campanha de vereador, DONO DE JORNAL tem empresa de informática que presta serviços à Câmara, ESPOSA DE VEREADOR é chefe de Gabinete da Presidência. Não é uma coincidência? E, por coincidência, vereadores são eleitos “gastando” apenas R$ 200,00 (isso mesmo, duzentos reais) - gostaria de saber em qual gráfica a tiragem de “santinhos” é tão barata.

Coincidência ainda é constatar que a empresa que fornece MERENDA ESCOLAR na cidade é o MACKTUB de Mogi das Cruzes, uma das empresas patrocinadoras da campanha do Sr. Roberto Marques. Coincidência não? E a criação da GUARDA MUNICIPAL que visa garantir segurança aos munícipes, mesmo argumento usado para instalação de câmaras de segurança que estão todas desativadas, também é outra coincidência. Sem contar dos semáforos que teve show e fogos na inauguração e que não tem nenhum funcionando.

Outra coincidência poaense é o fato de alegarem falta de dinheiro público para a criação da MATERNIDADE e logo depois aprovarem o desmembramento de secretaria e a criação de outra com custo de R$ 500 milhões. Sem contar que certo dia desses queimaram bastantes fogos pela inauguração da maternidade, inclusive com presença de toda imprensa, agora não entendo entrevista de Secretário que diz desejar a realização da inauguração para o ano que vem... Coincidência.

Outro Secretário informou que uma das bombas de drenagem da passagem subterrânea no centro da cidade estava queimada e foi consertada e que as duas bombas logo estariam funcionando normalmente. Chegaram as chuvas e o que se viu foram pedestres equilibrando-se em pedras para alcançar o outro lado do “rio”. Outra coincidência é o fato das quase cinco mil pessoas que prestaram concurso público no ano passado – organizadora vunesp – passado mais de um ano, mesmo os primeiros colocados ainda não foram convocados, pois seus cargos encontram-se ocupados por contratados.

E tem também... Ah, quer saber? Essas coincidências acabam com a gente. Uma coincidência é algo absolutamente normal e curioso. É definida como ato ou efeito de coincidir. Como a realização simultânea de dois ou mais acontecimentos. Duas coincidências são mais raras, mas costumam acontecer. Três coincidências deixam a gente em alerta. Quatro, tem cheiro de sacanagem... Mas quando tudo é coincidência, não há mais dúvidas: estamos lidando com... coindecências. Poá transformou-se na Cidade das Co-in-de-cên-cias.

20 novembro, 2007

NOTÍCIAS 3

Por Leandro de Jesus
Jornais da região

Os jornais semanários da cidade de Poá prezam pela falta de qualidade e pela parcialidade em relação aos atos da administração municipal. Não se pode confiar na isenção de jornais que financiam campanhas dos atuais eleitos na cidade (Notícias de Poá e Novo Milênio são alguns que doam dinheiro em eleições).

Além disso, a qualidade técnica das matérias é terrível. Muitas vezes não se preocupam em fazer correção gramatical. Não se preocupam em fazer reportagem, com personagens e um contexto. Apenas repassam uma informação. E o pior, na maioria das vezes, a incompetência ou a falta de vontade, não permitem reescrever um texto da assessoria da administração municipal. Vejam que muitos textos são cópias do material distribuído pela prefeitura.

Chega um novo jornal na região, O Semanão. Torcemos para que não siga os péssimos exemplos dos já existentes. Torcemos para que o jornalista responsável, que também o é em “O Novo São Paulo”, aja como manda o bom jornalismo.

Restaurante Popular

Ferraz de Vasconcelos inaugurou um Restaurante Popular. Ótima ação social promovida pela administração municipal daquela cidade. Quem sabe, durante as reuniões da AMAT (Associação dos Municípios do Alto Tietê), o prefeito Roberto Marques peça orientação ao prefeito vizinho como elaborar este tipo de política social.

Área ocupada


Os ocupantes de um terreno invadido no Jardim São José agonizam por uma solução e por um direito que a constituição lhes outorga. Vão à prefeitura, vão à Câmara Municipal, mas os políticos da cidade, insensíveis como sempre, não se movem o suficiente para solucionar este problema social.

E ainda querem tirar o deles da reta. O presidente da Câmara disse que é preciso cobrar ajuda do governo federal e estadual. Quanta insensibilidade numa causa urgente!

Orkut

Saibam futuros candidatos que fazem campanha no orkut: não está no prazo e este tipo de propaganda é ilegal.

06 novembro, 2007

NOTÍCIAS 2

Por Leandro de Jesus
“O prefeito Roberto Marques vai realizar a 1ª Festa Nordestina em Poá. O evento será nos dias 23, 24 e 25 de novembro, na Praça de Eventos e começa todos os dias a partir das 18 horas. A festa vai contar com comidas típicas, shows com artistas vindos diretamente do Nordeste, com nomes consagrados da música nordestina”

Erro 1: A constituição rege publicidade nos atos municipais, no entanto, ela prega que seja dado menção à prefeitura, não à pessoa do governante. Sr. prefeito, dessa forma que está divulgando os atos, o sr. poderá levar um processo administrativo. Ou será que o sr. não conhece a constituição?

Erro 2: Nada contra os nordestinos, os quais fizeram parte da construção de nosso Estado, mas, o que Poá tem de cultura nordestina para que se faça uma festa deste gênero? Se virar moda, deve-se-ia fazer festa para libaneses e coreanos, os quais têm grande presença na cidade.

Esta festa é mais uma para tirar dinheiro dos cofres públicos, inclusive com shows de baixa qualidade, e praticar mais uma vez a “política de pão e circo”.


O sítio – www.poa.sp.gov.br - da cidade trata a respeito da participação da cidade nos Jogos Abertos. Mais balela. Esta cidade não investe no esporte, ainda que ele seja um importante instrumento no processo da cidadania.
As poucas quadras existentes na cidade estão em estado precário. O ginásio municipal de esportes sempre foi conhecido pelas goteiras na quadra, quando chove. Este fato atrapalha inclusive jogos das equipes da cidade. As quadras externas do ginásio são de cimento puro e, apesar disso, serve de treino para modalidades esportivas das equipes poaenses. Não há investimento, não há consideração, não há respeito pelo esporte na cidade.


Censo de Poá. O total de Poá, que foi homologado pelo IBGE, apontou uma população de 105.285 habitantes. Mais de 100 mil pessoas desiludidas com o circo que está instalado na cidade.


Poá terá Samu a partir de novembro
A cidade de Poá contará com o Serviço de Atendimento Médico de Urgência, Samu, a partir do próximo dia 7 de novembro, quando será inaugurado o serviço em uma cerimônia às 15h30, na sede do Samu, na Avenida Mário Covas, s/nº, em Suzano. O projeto, em parceria com a Prefeitura de Suzano, vai disponibilizar uma ambulância que atenderá os dois municípios.

NOTÍCIAS 1

Por Leandro de Jesus

Buracos nas ruas

Sr. prefeito. Será que é verdade que não mora mais aqui em Poá? Pois, há tanto buraco nas ruas que penso se andas nelas de vez em quando.

Conselhos Municipais

Por que será que o sítio da cidade só publica os resultados das eleições para os membros e não publica que haverá eleição?


Secretarias Municipais

Poá mais uma vez distribui recursos públicos, sem nenhum critério decente e moral. Para que desmembrar a Secretaria de Esportes, Cultura e Turismo?

Veja: Poá não investe no esporte; Poá tem um museu e um centro cultural ridículos, pois quem os projetaram não entende de cultura; A cidade não tem capacidade mínima de arcar projetos e roteiros turísticos e nem tem pessoas na administração com conhecimento do setor.

Então, para que criar estas secretarias? Será que é para dar mais cargos comissionados? É a única justificativa para tal ato.

Cargos comissionados

Por que Poá não aprova uma lei como Ferraz está fazendo, no sentido de limitar a contratação dessa forma. Será que é porque os vereadores se beneficiam destes atos?

25 outubro, 2007

Ponto de Ônibus

Por Saulo Souza
Absurdo os abrigos de ônibus em Poá num dia de chuva como o de ontem e o de hoje. O “nosso” abrigo, que como o nome já diz, deve servir para abrigar, dar cobertura, refúgio, serve para tudo menos abrigar, acobertar, refugiar. Estavam lá todos os que necessitam obrigatoriamente sair de casa em meio à chuva fina e forte (inclusive algumas mães com crianças no colo), com suas sombrinhas ou seus guarda-chuvas abertos bem embaixo do ponto de ônibus. O poaense que presencia essa cena entende menos ainda quando chega o verão. Por que quando chove a gente usa o guarda-chuva embaixo do ponto e quando faz sol a gente se resguarda atrás do abrigo? Os abrigos são enfeites! São de mentirinha! Faça chuva ou faça sol, raras são às vezes em que esse teto é útil. Um exemplo desta situação calamitosa são os dois pontos na região central (do lado de baixo e de cima da estação de trem) por onde passam praticamente todas as linhas da cidade e milhares de homens, mulheres, idosos e estudantes por dia. Estou sufocado pelas mazelas que assolam nossa cidade e indignado com o descaso com que o povo pobre dessa cidade vem sendo tratado. Por isso é nosso dever atacar esse mal que assusta, achincalha e castiga aos milhares por essa nossa Poá.

23 outubro, 2007

IPTU

Por Saulo Souza

Os privilégios de alguns em detrimento da coletividade na Administração Municipal nos enchem de tristeza misturado com revolta. Neste passo, vislumbra-se o vergonhoso projeto aprovado pela Câmara que deu recentemente perdão de multas àqueles que estão com IPTU atrasados. Homens e mulheres pobres, viúvas e aposentados são fiéis pagadores. Sofrem, mas pagam os tributos em dia. Não foram eles os beneficiados, mas proprietários de vários imóveis da cidade, Administradores de Empresas, donos de extensas áreas de terras e finalmente aqueles que se reúnem na padaria Chips e encontram seus grandes amigos da Prefeitura e da Câmara. Assim, claramente se vê a Prefeitura e a Câmara servindo e atendendo aos anseios da elite da cidade. Abandonam aqueles que seriam beneficiados pelos postos de saúde, escolas, creches e infra-estrutura urbana depois de recebidos recursos provenientes destes tributos. Sr. Prefeito e Vereadores, pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo.

Seria Cômico Se Não Fosse Triste

Por Saulo Souza

Depois de os onze vereadores terem dito enganados pela FAEP no convênio com a Prefeitura e alegarem não terem feito a leitura do contrato assinando de boa fé, o que cheira muito mal as nossas narinas, sabendo nós que o futuro dos poaenses está em mãos de pessoas que não se prezam a ler contratos antes de assiná-los, mais uma vez os nossos vereadores mostram o total despreparo enquanto ocupantes de cargos que representam o povo. Depois do vereador Júnior da Locadora propor a mudança de nome da Rua Deputado Porfírio da Paz para Rua Edson Romano e apresentar os seus mais “sólidos” argumentos (?), inacreditavelmente a maioria dos vereadores fizeram uso da tribuna e disseram ser totalmente contra a proposta porém que votariam a favor – e votaram mesmo. Imagine, ser totalmente contra e votar a favor. Estou desistindo...

CABIDES

Por Saulo Souza

Chega desta Administração (leia-se Sr. Roberto Marques, André Marques, Fernando Felipe e Cia). Só quem não administra nada eficazmente que defende a criação de novas secretarias numa cidade que já se encontra empanturrada de funcionários. O povo espera que os vereadores que dizem representar o povo, na sessão de hoje, diga NÃO a este projeto inescrupuloso e vergonhoso do Executivo. A criação de secretarias de esportes, turismo e da mulher (cerca de 90 cargos comissionados) é para dar continuidade ao "toma lá dá cá" entre os partidos da base de apoio ao governo Roberto Marques. Qualquer pessoa sabe que a solução para gerar resultados é o aumento da produtividade. E produtividade se obtém com educação, valorização dos funcionários, treinamento e monitoramento. “O que o povo não quer a Prefeitura faz!”

15 outubro, 2007

cpmf

Por Saulo Souza
A CPMF, quando surgiu em 1996, era apenas uma contribuição provisória criada para salvar a saúde pública, uma vez que o Sistema Único de Saúde estava em xeque, vivendo grandes tragédias.
Passados 11 anos de sua criação, corremos o risco de que se torne definitiva, contrariando o desejo da população brasileira, que é ser desonerada, liberada deste ônus. Assim, junte-se a campanha da FIESP contra a suposta necessidade de prorrogação, pelo Governo, da vigência da CPMF.
Participe- assine o abaixo assinado -
http://cpmf.fiesp.com.br/

14 outubro, 2007

coco

Por Saulo Souza
“Para tirar o coco, não basta balançar o pé que ele não cai. Quem quiser, vai ter que subir no pé e retirar o coco com as próprias mãos." Um dia depois de pronunciar essa frase, Renan Calheiros estava no chão. Sua saída da presidência do Senado resolveu parte do problema. Mas o coco só tirou licença. Já não pende da palmeira de comando, mas continua lá, no meio do plenário, à espera de que decidam o seu futuro.

11 outubro, 2007

FAEP

Por Saulo Souza

O insucesso da FAEP no município já tinha sido prevista neste blog. Nosso repúdio a esta forma de terceirização e privatização que possibilita essencialmente o desvio de recursos públicos para mãos privadas e ainda possibilita o cabide de emprego mediante a contratação sem concurso público de cabos eleitorais de políticos. Políticos já utilizaram tais métodos para enganar o povo, respaldados em alegações duvidosas, como as utilizadas para justificar as privatizações de empresas estatais que causaram grande perda de patrimônio publico no Estado de São Paulo e grande índice de desemprego de profissinais competentes que foram substituídos por apadrinhados. O custo absurdo de R$ 600 mil reais que saiu dos cofres públicos e sairia mensalmente foi escoado. Todos os onze vereadores “endossaram” este contrato negligente que, por exemplo, indicava atendimento máximo de 12 mil pacientes no mês quando a demanda municipal é normalmente de 20 mil pacientes mensais. Isto é uma vergonha!

Abuso de Poder

Por Saulo Souza

O dinheiro está sobrando. Vereadores, na pessoa do Presidente Mohamed Harati (PSC), resolveram ampliar o próprio conforto e comodidade e de seus respectivos familiares comprando e alugando novos carros. São três seminovos Gol 1.0 Flex. Custo de R$ 26.000,00 cada um. Ainda, oito outros carros de aluguéis. Verdadeiro prejuízo mensal de R$ 14.000,00 por mês (aluguéis simplesmente 20% mais caros que da Câmara Municipal de São Paulo). Talvez se faz justo este custo desnecessário aos cofres públicos em virtude do exaustivo trabalho das Comissões Internas, “tão conhecidas do público por seu trabalho incansável em prol da nossa cidade”. Ou, quem sabe, talvez para que os vereadores possam, de forma mais eficiente, percorrerem todos os muitos quilômetros de extensão desta tão extensa cidade, buscando respostas para justificar o atual aspecto de terra arrasada. Carros no Veran, no Shopping de Suzano, em estacionamentos residenciais, na praia, na condução de funcionários, no transporte de doentes de outras cidades aos hospitais na capital em nada constituem abuso de poder, fazem parte do rol de atividades.
Não faz muito tempo, era comum ouvir nas ruas que a Câmara Municipal, na Legislatura anterior, era muito ruim, e que, portanto, deveria ser mudada. Hoje, os sons que vêm da rua, sopram as mesmas críticas. Que estes sons venham como um tufão, ocupando os espaços por onde passarem e provocando o salutar debate em prol da nossa cidade, soprando para bem longe aqueles que não se dignaram a cumprir adequadamente o seu papel.

Há abuso de poder toda vez que se identifica um “vício do ato administrativo que ocorre quando o agente público exorbita de suas atribuições (excesso de poder) ou pratica o ato com finalidade diversa da que decorre implícita ou implicitamente da lei (desvio de poder)” (Maria Sylvia Zanella di Pietro, Direito Administrativo. p. 198).


A função do Vereador é examinar projetos de leis, debater a sociedade local, fiscalizar o cumprimento do orçamento e outras que lhe são legalmente cometidas. E entre suas funções não está a de transportar doentes em veículo de representação. Nesta situação estará o vereador fornecendo ajuda com o bem público, que lhe cabe administrar, vedada a utilização como se dele fosse. (Apelação Cível n.º 095.984.5/8-00, da Comarca de São Carlos. Relator Lineu Peinado).


VEREADOR - Improbidade administrativa - Caracterização - Utilização de veículo oficial para fins particulares - Violação à moralidade administrativa - Condenação em danos materiais e multa pecuniária - Indenização por dano moral ao Município incabível por tratar-se de direito difuso - Inaplicabilidade da pena de suspensão dos direitos políticos tendo em vista a incompatibilidade com a pequena gravidade da lesão - Recurso parcialmente provido – JTJ 270/252.

Manchetes

Por Leandro de Jesus Gomes, estudante de Jornalismo na PUC-SP

O sitio da prefeitura de Poá - www.poa.sp.gov.br - está especializando-se em publicar enganações, balelas, lero-leros. Esquecem apenas que tem pessoas de olho e que esclarecem a realidade.

Parque Municipal

“No último dia 28 de setembro, técnicos da Secretaria do Estado de Meio Ambiente estiveram em Poá, juntamente com o diretor de Meio Ambiente, Fernando Poyatos, vistoriando a área no Jardim Débora, local onde o prefeito Roberto Marques planeja a construção do Parque Municipal de Poá”.
O sitio afirma mais um lero-lero: “O projeto faz parte do plano de governo de Marques de preservar as áreas verdes da cidade e consolidar Poá em sua vocação natural, que é ser uma estância hidromineral”.

Todos sabemos que é exatamente isso que o nosso prefeito não quer. Vide todas alterações nas praças da cidade. Vide construção em plena área verde do município. Vide derrubada de árvores da 9 de Julho, entre outras ocupações imorais do espaço público.

A idéia do parque até que é ótima, mas não venha mentir para a população que há preocupação com o meio-ambiente.

Sem Tetos

“Ocupantes de uma área particular no Jardim São José estiveram na Prefeitura de Poá na manhã de 4 de outubro para pedir ajuda da Prefeitura em relação à ordem de desocupação que receberam da Justiça, a qual atendeu ao pedido dos proprietários da área.”

Sabe qual é o único apóio da prefeitura a eles? Um desejo. “O prefeito Roberto Marques determinou toda a atenção da Prefeitura a este problema social, desejando que ocorra um desfecho favorável aos cidadãos”. É isto que está no sítio da prefeitura. O povo quer ajuda e eles apenas dão apoio moral. Parece piada.

Central de Agendamento

Poá criou uma central de agendamento para consultas e exames. Seria louvável se pelo menos o atendimento nos postos e hospitais fossem decentes. E pior, como agendar 20 mil exames, que é a média necessitada pela população, se a prefeitura autorizou a FAEP – gestora da saúde no município – a fazer apenas 12 mil? Talvez o prefeito saiba explicar.



09 outubro, 2007

O Conto do Beija-Flor

Por Saulo Souza
Alguns já me procuraram para ameaças e outros para locupletarem-me a fim de que esse projeto fosse abandonado. Confiei em Deus, fiz vale o caráter moldado pelo cristianismo e me apeguei as palavras de incentivo de muitos que acreditam neste trabalho. Lembrei também de um conto que li quando criança e nunca mais esqueci. Este dizia de um incêndio na floresta e que enquanto todos os bichos corriam apavorados, um pequeno beija-flor ia do rio para o incêndio levando gotinhas de água em seu bico. O leão, vendo aquilo, perguntou para o beija-flor: "Ô beija-flor, você acha que vai conseguir apagar o incêndio sozinho?" E o beija-flor respondeu: "Eu não sei se vou conseguir, mas estou fazendo a minha parte". Obrigado leitor.

08 outubro, 2007

troca-troca

Por Saulo Souza
Triste outubro. O que se vê nos semanários sobre o troca-troca partidário na nossa cidade é mais uma demonstração de que os partidos estão totalmente desconectados das reais necessidades do povo poaense e, portanto, das reais propostas e projetos que deveriam estar sendo debatidos pelos onze e toda Administração do Sr. Roberto Marques. É impressionante como, com tanta rapidez, os partidos se unem para defender seus próprios interesses, e como essa rapidez toda não ocorre quando se quer discutir, votar e trabalhar pelas propostas de interesse da maioria do povo.
Preocupado em aumentar o time de apoio ao governo e ampliar ao máximo a quantidade de partidos que apoiarão a reeleição da atual Administração, o Presidente da Câmara Mohamad Harati e o Vice Prefeito da cidade Edu do Posto migraram de partidos inesperadamente, num claro desvio de ética e falta de moralidade uma vez que não há justa razão. Mais do que um desvio ético, uma clara fraude à vontade popular e uma transgressão ao sistema eleitoral proporcional.
E assim segue Poá num rumo assustador, com um governo concentrando cada vez mais poder e distribuindo privilégios que agridem o principio de isonomia.
Silenciosamente, os poaenses irão expurgar da vida pública a horda de "políticos" que tratam os poaenses com descaso. Esse é o desafio da dignidade poaense. Pasmem, não reeleger ninguém.

03 outubro, 2007

Governo Poaense


29 setembro, 2007

Notas

MERENDA ESCOLAR

Aloooooooooooo Fernando Felipe. Alooooooooooo Roberto Marques. Semana passado faltou gás para fazer merenda em duas escolas poaenses. Nosso secretário de comunicação falou que foi apenas um desencontro de informações.
Prestem atenção, não é a primeira vez que falta gás e conseqüentemente merenda para as crianças da cidade. Trabalhei em escola e sei que isso muitas vezes acontece. A prefeitura não toma as providências com antecedência, e os alunos arcam com o prejuízo.
Fernando Felipe disse que isso foi um alarde da população. Basta perguntarmos para os alunos quantas vezes foram embora ou comeram bolachinhas em vez de comida.
Houve ainda uma denúncia do vereador Edison na câmara. Não havia bolachas em quantidade suficiente para atender os alunos. Ou seja, a prefeitura não está nem aí para as crianças da cidade.

MATERNIDADE

Parabéns prefeito. Inaugurou uma obra. Fez festa. E ela deverá funcionar somente ano que vem. Pelo jeito acham que nós somos palhaços.

PINTURA DE PRÉDIOS PÚBLICOS

Já perceberam como os prédios públicos poaenses estão sendo sempre pintados? Alías, isso foi uma prática desde o primeiro mês da atual gestão. Quanto será que gastam nisso. Será que boa parte desse dinheiro não podia ser destinado à saúde do município?

APREENSÃO DE CDS PIRATAS
Está no sitio da prefeitura (www.poa.sp.gov.br) que foram apreendidos cds e dvds piratas no centro de Poá. Será que foram daquelas barracas que ela própria autorizou a funcionar? Se não foi, seria bom que ela verificasse o conteúdo que está sendo vendido lá.

CÂMERAS

Ei prefeito. Onde estão as câmeras do centro de Poá. Aliás, o está o dinheiro investido para esse programa de segurança e que não está funcionando?

CALÇADAS

Prefeito, pare de pintar prédios públicos. Você já parou para olhar como estão as calçadas do centro. Creio que não, pois o sr. não deve andar à pé. Pensemos em nossos idosos que podem acidentar-se nesses locais.

Por Leandro de Jesus Gomes
Estudante de Jornalismo

SESSÃO DA CÂMARA DE VEREADORES

Dia 25 de Setembro, assisti à sessão ordinária na câmara dos vereadores. Devo dizer desde já que, meus pré-conceitos (ruins) sobre esta nobre reunião em Poá foram confirmados. Saliento que, apesar de raros momentos de exceção, não está acontecendo nada de nobre dentro de plenário.
Cada vereador tem 15 minutos para discursar livremente, sobre qualquer tema, para todos do plenário. Nestes momentos, eram possível salvar a pauta de projetos de lei e requerimentos do dia (ridículos como sempre), mas os digníssimos vereadores os utilizam dizendo tudo que é desinteressante, desimportante.
Um espaço mais amplo e cenário melhor para discussão da coisa pública não existe. Ainda assim, os medíocres vereadores de nossa cidade não honram este espaço. Sinceramente, fiquei triste com os discursos (raros salvam-se). Começo a exemplificar: é de conhecimento de todos a distância no campo ideológico que estão colocados os partidos no país, mas na câmara todos parecem irmãos. É um elogio para lá, outro para cá, abraços para lá, outros para cá. Quando chegam no púlpito, praticamente todos elogiaram a atuação na cidade de outros vereadores. Não que eles devam ser inimigos, mas somente elogios a adversários políticos de tendência ideológica muitas vezes contrária, chega a indignar-nos. E pior, a coisa pública não é discutida dentro desses cumpadrismos.
Um absurdo foi elucidado semana passada. A FAEP – empresa que gere o hospital municipal – não realiza todos exames demandados na cidade de Poá. No contrato, há um limite de 12.200, mas atualmente são mais de 20 mil os necessitados pela população. E aí está o crime. A prefeitura, com autorização dos vereadores, assinou o contrato com este teto. Mostra o descaso com o povo, pois ela nem sabe quanto é demandado pela população.
Na câmara, o que se viu, foram vereadores culpando o ex-secretário de saúde, por este erro e por muitos descuidos que vem acontecendo com a saúde em Poá. Querem inocentar-se no caso. No entanto, todos eles tinham à disposição documentos para analisar e não concordar com eles. Agora, querem mostrar-se como vítimas, quando são culpados da mesma forma.
Uma das funções da câmara é fiscalizar o poder público, mas até isso os vereadores abstêm-se de fazer. Testinha apresentou um requerimento para obter informações a respeito da obra na Av. 9 de Julho, em frente ao edifico em construção do vice-prefeito. Mais uma vez, contra seus deveres, rejeitaram o requerimento. O que custa investigar, ou eles não querem é ter trabalho?
Estavam presentes, ainda na seção, Fernando Felipe, Secretário de Comunicação e André Marques – Secretário de governo. A presidência da casa – Harati – negou o pedido de Rogério Mathias para um esclarecimento em público de Marques a respeito dos programas de saúde na cidade. Mais uma vez, os que têm o poder sobre a discussão no espaço público poaense, negaram que o povo seja informado. Mais uma vez, atingem aqueles que os elegeram.
Assim, percebemos o quanto são desinteressantes e, por que não, inúteis nossos vereadores. Não fiscalizam, não debatem, não combatem, não legislam, não criam. Em síntese, não fazem seu dever. Contribuição de Leandro Gomes, estudante de Jornalismo na PUC-SP.

15 setembro, 2007

Renan Calheiros


Vergonha. Quanta desfaçatez, quanta falta de dignidade, quanto cinismo. O senado amarra o nosso país à um destino mesquinho e o condena a um futuro medíocre como uma republiqueta de quinta categoria. O distanciamento da classe política dos verdadeiros dramas nacionais, com sua locupletação desavergonhada, com sua cara de pau deslavada e na defesa dos seus interesses mais ordinários, causa asco. A nação paga salários astronômicos a uma corja política que só se preocupa em defender seus comparsas; isso adoece qualquer um. Que tipo de lição meus filhos poderão aprender com a ética que emana das instituições mais altas da sociedade? A dos ministros do Supremo Tribunal Federal que confessam sentenciar com a espada na garganta? A dos deputados federais que inocentam seus pares e ainda se rebolam num escárnio ritmado? A dos senadores que recebem propina, vendem suas consciências e vinculam seus votos a troco de migalhas? As crianças brasileiras vão crescer com a noção de que oportunismo, achincalhe e pura falta de vergonha na cara servem de trampolim para quem busca se dar bem na vida. Saibam os senhores senadores, deputados e outras classes políticas, que os trabalhadores honrados e sofridos do Brasil lhes detestam. Não desejaríamos desonrar nossa mesa partindo o pão na companhia de vocês (recuso-me a chamar-lhes de excelências). Confesso meu sentimento de impotência diante dessa máquina bem azeitada que permite que as oligarquias suguem meu sangue em forma de impostos. Eles são absolutamente nojentos porque enriquecem com o suor de mulheres desdentadas e com os calos do trabalho infantil. Sem pejo moral, inocentaram um culpado porque são corporativistas sem honra. Confesso que não sei como reagir ao que foi decidido no Senado senão engrossar o coro dos descontentes.Doze de setembro de 2007 ficará marcado como um dia muito triste.

11 setembro, 2007

BASTA

Assim de repente, como no poema do Vinicius, tenho vontade de endoidecer. Semelhante ao rei Davi que se fez de doido, penso em cuspir marimbondos, chutar o pau de barraca, gritar impropérios, esmurrar ponta de faca. Assaltam-me surtos de indignação e nem sei porquê, dá vontade de zombar dos discursos políticos e desmascarar a desfaçatez dos hipócritas de plantão que estão na câmara e na prefeitura da nossa cidade.
Não tenho sangue de barata. Leio os jornais da região todo dia e não suporto mais essa imprensa marrom, chapa branca, sei lá qual a cor, sempre plastificada e sempre ordinária, contente de narrar o cotidiano a partir do viés dos seus ricos proprietários. Não suporto mais a frieza como se noticia o descaso de doentes nos corredores dos hospitais e postos de saúde, a morte de crianças, os acidentes em estradas mal sinalizadas e esburacadas. Não agüento mais assistir o abismo social afastando os dois Poás que compõem a minha cidade.
Dos escombros de minha decepção, do fundo de minha tristeza, tenho ímpetos anarquistas; uma vontade louca de expor como os partidos políticos funcionam dentro da lógica do mercado; como vereadores e a prefeitura se relacionam a fim de atender apenas seus interesses em detrimento de toda coletividade; como cada poaense esquecido nos bairros mais distantes da nossa cidade é tratado com descaso e desdém.
Sei que não basta ficar com os olhos vermelhos. É preciso fazer alguma coisa. Assim, porei o resto de energia que me resta a serviço da justiça. Não continuarei a acreditar que não existe esperança; minhas palavras consistirão numa convocatória para que os poaenses comecem a dizer basta.

03 setembro, 2007

DEMOCRACIA

Um Estado que trabalha para grupos de interesses escusos e ao arrepio da lei não é um Estado democrático. Esse status quo - aceito por FHC em suas alianças espúrias e aceito por Lula em suas alianças espúrias - no qual os políticos são deixados a roubar como preço da "governabilidade" é quase mortal às aspirações de desenvolvimento do país.
O Supremo Tribunal Federal deu tiro certeiro ao aceitar processo contra os 40 do mensalão. Mas é preciso muito mais. A máquina política toda, e grande parte do Estado brasileiro, chafurda na lógica do mensalão. Isso não pode mais ser tolerado. O país avançou mas a política atolou, muito porque os votos dos Estados mais desenvolvidos do país valem menos do que os dos mais atrasados, outra doença da democracia nacional. Lula parece não ter percebido a urgência da mudança política, apesar da lucidez revelada em sua atuação na economia. "É uma coisa crônica no país" disse, passivamente, na semana passada sobre nomeações fisiológicas a cargos públicos.
O presidente está errado. Os políticos estão errados. Cabe a nós, eleitores, consertá-los e/ou puni-los, porque ao menos isso existe na democracia brasileira, a necessidade do voto para se eleger. E a internet é arma poderosa e eficiente para isso.
Comece disparando um e-mail para seu senador (ou para todos) e peça que ele não absolva Renan Calheiros no plenário do Senado. Segue abaixo o endereço eletrônico de todos os senadores por ordem alfabética dos Estados. Escreva já! Vai uma sugestão de texto, para copiar e colar: "Caro Senador, votei no senhor nas últimas eleições. Como meu representante no Senado, peço que vote contra Renan Calheiros. Grato".
Sem resolver os políticos não resolvemos o Brasil.
Os e-mails dos senadores:
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
DistritoFederal
cristovam@senador.gov.br
Espírito Santo
magnomalta@senador.gov.br
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
jayme.campos@senador.gov.br
Mato Grosso do Sul
delcidio.amaral@senador.gov.br
Minas Gerais
eliseuresende@senador.gov.br
Pará
Paraíba
Paraná
Pernambuco
marco.maciel@senador.gov.br
Piauí
j.v.claudino@senador.gov.br
Rio de Janeiro
francisco.dornelles@senador.gov.br
Rio Grande do Norte
jose.agripino@senador.gov.br
Rio Grande do Sul
Rondônia
fatima.cleide@senadora.gov.br
Roraima
mozarildo@senador.gov.br
Santa Catarina
neutodeconto@senador.gov.br
São Paulo
eduardo.suplicy@senador.gov.br
Sergipe
Tocantins

20 agosto, 2007

DESABAFO

"Não quero ser conhecido apenas como alguém que "não bebe, não fuma e nãojoga". Isso é muito pouco. A "geração saúde", que freqüenta as academias e come comida natural, não bebe e não fuma, e nem por isso pode ser chamada de cristã.Também não me contento em ser chamado de cristão por ter um modo diferente de me vestir. Durante muito tempo, no Brasil, a diferença que os crentes queriam mostrar era que eles se vestiam de uma maneira "esquisita", e isso acabou tornando-se motivo de chacota e que em nada engrandecia o Reino. Com certeza, usar uma roupa fora de moda, não faz de ninguém um cristão.Também não me satisfaço com o modelo "gospel" de cristão que há hoje em dia. Broche de Jesus, caneta de Jesus, meias de Jesus. Sabe-se lá aonde isso vai chegar. A grife "JESUS" tem vendido muito. Mas não adianta. Usar toda a parafernália do marketing "gospel" não faz de ninguém um cristão. Quero ser um cristão diferente. Que não seja alienado da vida e de seus acontecimentos. Que saiba discutir e entender as questões existenciais, como a dor, a miséria, a sexualidade, a paixão, o amor. Quero ser um crente que não vive acuado, com medo de tudo, vendo o diabo em toda a parte e querendo amarrá-lo a todo momento: Jesus Cristo o derroto numa cruz, ele é um derrotado, e eu não preciso ficar me preocupando com ele 24 horas por dia. Quero ser um cristão que saiba falar de tudo e não apenas de religião, e que tenha, em todas as áreas, discernimento e sabedoria. Quero ser um cristão que não tenha uma atitude conformista diante do mundo, do tipo:"Ah, Deus quis assim....", mas que eu seja um agente de transformação nas mãos de Deus. Que a minha diferença não esteja na roupa, mas na essência: coração bom, olhos bons. Quero ser um crente que cria os filhos com liberdade, apenas corrigindo-lhes para que cresçam e desabrochem toda a criatividade que Deus lhes deu. Quero ser um cristão que vive bem com o seu próximo. Quero ser reconhecido como um cristão pelo que eu "sou" e não por aquilo que "não faço". Quero ser um cristão simpático aos outros, agradável, piedoso, que se entristece com a dor do próximo, mas também se alegra com o seu sucesso (já reparou que as pessoas se solidarizam com nossas derrotas, mas poucos manifestam alegria quando vencemos?). Não quero ter de falar a todo momento que sou cristão, para que outros saibam, mas quero viver de tal modo que outros percebam Cristo em mim. "

31 julho, 2007

Quero ser Prefeito

Quando se visita Maceió, nos meses de junho ou julho, os turistas podem apreciar apresentações de variadas quadrilhas espalhadas pela cidade. Foi em uma dessas apresentações que poeta-cantador Messias Lima apareceu. Ele interpretou um forró de sua autoria, intitulado " Quero ser Prefeito" . O tema é totalmente atual. Na verdade acho que o Messias Lima conhece a nossa cidade.

Leia com atenção os versos da música " Quero ser Prefeito" .

(Começa com o candidato falando para o povo, em um discurso):
- Meus amigos de minha terra: sou candidato a prefeito pelo meu município. Era um sonho meu trabalhar por vocês. Vem aí o meu plano de governo.
(Vejam suas intenções - ele canta):
- Quero ser prefeito, eu quero ser prefeito.
Na minha cidade eu vou fazer tudo direito.
Vou construir colégio e um hospital, uma casa funeral para ajudar meus eleitores. Vou dar emprego para todos os meus parentes. Vou trabalhar juntamente com os meus vereadores. Vou comprar terra, comprar gado e carro novo, depois eu tapeio o povo com três inaugurações. Eles não sabem, pensam que eu estou com eles, mas eu só preciso deles no dia das eleições.
Quero ser prefeito, eu quero ser prefeito.
Na minha cidade eu vou fazer tudo direito.
(Ele discursa novamente, após ser eleito):
- Meus amigos, muito obrigado pelo voto de vocês, agora que estou eleito, tá na hora de pôr em prática o meu plano de governo. Muito obrigado, um abraço do prefeito Messias Lima .
(Depois de eleito, a triste constatação - ele canta):
- Eu bem que disse a vocês, sempre fui muito sincero. Eu disse que era assim, não acreditaram em mim, votaram porque quiseram. Em meu discurso eu fui claro e evidente, falei sobre os meus parentes a quem eu ia ajudar; não prometi nada de bom para o povo, terra, gado e carro novo eu disse que ia comprar. Já fui eleito; comigo ninguém se engana, o povo é que se dane, eu tô querendo é me arrumar.
(Aí, quando o povo vai procurar pelo prefeito!!!):
- Por favor, eu queria falar com o prefeito.
- Não pode, minha filha, ele está em reunião.
- Eu queria falar com o prefeito.
- Está viajando.
- Eu queria falar com o prefeito.
- Agora não pode, moço, ele foi para não sei aonde.

abraços.

29 julho, 2007

N e p o t i s m o

Não é de hoje que nos deparamos com cargos públicos preenchidos por parentes e amigos dos ocupantes do poder. Na nossa cidade essa prática alcança o absurdo. Muitos profissionais qualificados são preteridos para que pessoas ligadas por laços de sangue ou mesmo de amizade com os filiados do PTB (partido de filiação do Prefeito Roberto Marques) e de Vereadores dos mais variados partidos, encontrem um lugar ao sol. Isso mesmo! Vereadores e membros do Executivo estão favorecendo cegamente parentes e amigos em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos públicos. É a pratica do que chamamos de nepotismo ou em termos mais amplos, porém intimamente relacionados, "pistolão" e empreguismo.


Legislativo e Executivo uniram forças para atender seu próprios interesses em detrimento da coletividade, do grito e das necessidades do povo pobre e trabalhador. Na última sessão legislativa, os vereadores aprovaram o Projeto do Executivo que estabelecia a criação de mais 05 (cinco) cargos em comissão, traduzindo-se assim num prejuízo mensal para os cofres públicos no valor de R$ 15 000,00. Não foi levado em conta a enorme quantidade de assessores a disposição que perambulam pela prefeitura com papéis e cartas nas mãos - os verdadeiros office-boys de luxo que estão escoando o dinheiro publico e já trabalhando para reeleição de seus entes no próximo ano.


São os cargos as moedas de trocas nos apoios partidários. Já foram oferecidos 200 (duzentos) cargos para cada partido que apoiar a reeleição do Sr. Roberto Marques. Esse mal que antes reinava nas escondidas, agora está às claras... ali na saída do túnel na região central. Um tal abrigo “Centro de Informações” com quase cinco pessoas para o que? Não sei! Talvez fazer recortes dos jornais da região e divulgar as “boas obras” realizada por esta Administração que pode se dizer uma das que mais escoaram o dinheiro público na história da nossa cidade ou ainda servir algodão doce para divulgar o circo que está na cidade. Seria cômico se não fosse triste, funcionário com enorme crachá e em horário de expediente servindo algodão doce em nome do circo que se encontra instalado na Praça dos Eventos, sendo remunerado com o meu e o seu dinheiro. Esta imagem não sai da minha cabeça.


Enfim, não somente esta, mas também a de um estudo publicado numa edição antiga da revista Nature que mostrava que até mesmo as mais simples criaturas sociais - amebas - têm a capacidade de não só reconhecer os parentes, como de praticar uma discriminação que os favorece. O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade Rice, provou relativa sofisticação do comportamento social entre micróbios. Seres nojentos, rastejantes e nepotistas? Parece uma certa Administração Municipal que eu conheço…

28 julho, 2007

M A N I F E S T O


Em seu show com Seu Jorge, com firmeza, Ana Carolina declama um poema de Elisa Lucinda, oportuníssimo pela lucidez com que fala este nosso Brasil de "malas e cuecas que voam entupidas de Dinheiro".Um recado firme e forte de Elisa Lucinda para aqueles que acham que os verdadeiros cidadãos estão descrentes e desmobilizados diante de tantas trapalhadas de nossos políticos. Para a plena cidadania, tudo isso tem um efeito contrário: o de reafirmar a crença na justiça e nas instituições, na honestidade e na dignidade humana. E no poder da mobilização para transformação e construção de uma realidade mais justa e menos violenta.
Esta é a íntegra do poema de Elisa Lucinda:
Só de Sacanagem
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, Esse apontador não é seu, minha filhinha”.
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser,vai dar para mudar o final!
Elisa Lucinda, 12 de agosto de 2005.

26 julho, 2007

Internet x Televisão

Nos últimos anos o Brasil transformou-se num dos países do mundo onde mais crescem os serviços interativos. Essas condições nos permitem fazer projeções otimistas de que internet já não é mais uma tecnologia exclusiva dos entendidos. A experiência da Internet tem se tornado cada vez mais simples, fácil e eficaz. Assim como as fraldas descartáveis e os fornos de microondas, a Internet é um produto não só prático, mas a caminho de se tornar imprescindível na vida moderna. Por exemplo, que escolheria você para levar para uma ilha deserta? Um telefone, um televisor ou um computador com acesso à Internet? Segundo uma pesquisa recente, a maioria das pessoas escolheria o computador conectado à Internet. Outros dados notáveis: mais da metade dos pesquisados mudou a arrumação dos móveis para acomodar um computador. Três em cada quatro acham que seu endereço eletrônico é mais conhecido que seu número de telefone. E quase quatro entre cinco gastam navegando na Internet tempo que antes passavam vendo televisão.

À parte suas óbvias aplicações comerciais e sociais, a Internet tem exercido um impacto muito positivo sobre a população brasileira. Além de encurtar distâncias, está afetando profundamente a educação e outras áreas. Ela está se tornando uma ferramenta extremamente poderosa de benefício para sociedade. Infelizmente, também está promovendo a perseguição de uns não interessados nesta evolução como é o caso da Rede Globo. No ano passado a emissora veiculou no Fantástico duas matérias “anti-internet”. As matérias mostravam os internautas como doentes mentais viciados por informação e internet. A reportagem procurou revelar para aqueles que não tem acesso ao computador que estes não estão perdendo nada, pelo contrário, só se livrando de se tornarem malucos e viciados quando na verdade sabemos que o real interesse da emissora é continuar manipulando mídia e opinião e jamais perder espaço para Internet em cujo ambiente é livre a expressão. Bons exemplos são os blogs e o chamado Orkut que a Rede Globo tratou de tachar como site de tarados sem prejuízo é claro de alguns que utilizam a rede indevidamente. Critico muito a televisão (o conteúdo que nela é disponibilizado), mas ainda não me atrevo a dizer que a Internet é uma rede perfeita. Na verdade, tanto na televisão quanto na Internet é necessário estabelecer regras de controle. Porém a Internet sai em vantagem, pois permite que cidadãos obtenham informação das mais variadas maneiras, traduzindo em liberdade para pessoa traçar sua própria opinião.

23 julho, 2007

O ultimo vôo do JJ 3054

Contribuição da leitora assídua Daline de Oliveira Souza, estudante de Direito da Universidade Mogi das Cruzes.
Eles embarcaram normalmente ás 17h16 em Porto Alegre (RS), o vôo apesar da chuva foi tranqüilo. Para os que estavam voando pela primeira vez, foi um alívio no momento em que o avião tocou o chão no aeroporto de Congonhas ( SP), o relógio marcava 18h46. Aos que já estavam acostumados com vôos, só restava a freada para que pudessem desembarcar e ir ao encontro dos “destinos planejados”. Porém, o avião freou, mas não parou! O alívio dos calouros se apagou e o destino dos veteranos não se concretizou. Muita chuva, pista molhada e tentativa frustrada ao arremeter. O avião se chocou contra o prédio da própria companhia da aeronave. Houve uma explosão, muito fogo e gritos de socorro. Eram 176 pessoas a bordo, e mais algumas pessoas que estavam no interior do prédio atingido ou nas imediações. Eram pessoas comuns, iguais a mim e a você. Eram sonhadoras, trabalhadoras, pais, filhos, irmãos, avós, amigos... eram seres humanos. Eles se foram... E sei que esta partida não estava em seus planos. Quando não temos planos em certos pontos de nossa vida, geralmente vivemos totalmente despreocupados quanto a eles. Essa nossa despreocupação muitas vezes, faz-nos adiar atitudes e gestos que seriam importantes para nós e para outros. Talvez muitos que estavam no vôo JJ 3054, adiaram pequenos gestos que fariam toda a diferença. Um beijo sincero, um abraço apertado, um pedido de perdão, um “eu te amo”, ou até mesmo um simples “ Oi”.... É que eles prometeram para si mesmos que voltariam, e essas atitudes poderiam simplesmente serem executadas depois, talvez na volta quem sabe. Eles se esqueceram de suas impotências diante do futuro, esqueceram que eram limitados quanto ao minuto que viria. Foram pegos de surpresa....E se fosse eu ou você no lugar deles? Estaríamos preparados? Seriamos capazes de enfrentar a morte com dignidade, sem medo ou arrependimento do que fizemos ou deixamos de fazer? No posto de gasolina que fica junto ao local do acidente, foi encontrado um veículo em chamas. No seu interior estavam carbonizadas mãe e filha pequena abraçadas. Esse foi o ultimo gesto de amor entre as duas, para elas ainda deu tempo de darem o ultimo abraço. E os outros? Quantos gostariam de ter abraçado seus filhos, pais, parentes, namorados ou amigos antes de partirem? O tempo e o fogo não esperaram e nem respeitaram o desejo deles. Neste exato momento o fogo do acidente já cessou, mas o tempo não cessa e continua a voar. E a mensagem que eu tenho para você é esta: Não espere o tempo passar, o tempo é agora. Ame mais, abrace mais, beije mais e perdoe muito mais... O dia do amanhã não nos pertence. Viva cada minuto, como se fosse o seu último minuto na face da Terra.
Beijos a todos e meus sentimentos às Famílias das vitimas.

12 julho, 2007

C A M I N H O S

Na nossa vida sempre existirão dois caminhos a seguir: aquele que todo mundo segue e aquele que a nossa imaginação nos leva a seguir. O primeiro pode ser o mais seguro, o mais confiável, o menos crítico e aquele onde você encontrará muitos amigos, por isso muitos passam por ele. Assim você será apenas mais um a segui-lo. O segundo, com certeza, vai ser mais difícil. Você não encontrará muitos amigos e terá maiores críticas... Mas também, o mais criativo, onde você aprenderá muito mais. Não importa o que você seja ou quem você seja, ou o que deseja na vida, porque o melhor é ter ousadia e ser diferente de todo mundo. Isso irá refletir na sua personalidade, no seu caráter, naquilo que você é e sempre será. E é assim, são pelos caminhos que você escolhe e gestos que possui que as pessoas se lembrarão de você um dia ou quem sabe para sempre.

08 julho, 2007

Prefeitura Denunciando Invasão

Quero pela primeira vez neste blog parabenizar a prefeitura de Poá pelo cumprimento de algo. Conforme publicação em seu sítio oficial (http://www.poa.sp.gov.br/prNot.asp?id=1474), houve “invasão” (na realidade, uma ocupação) no Jardim São José e segundo o Plano Diretor aprovado no município, não será possível implantação de novos complexos habitacionais no bairro. Portanto, não deve apoiar a ocupação no local.
Ainda segundo a matéria, a prefeitura denunciou a invasão ao proprietário do terreno, para que o mesmo tome as devidas providências. Muito bem.
Mas, e as próximas providências a serem cumpridas pela Administração? NÃO FORAM CUMPRIDAS. A prefeitura, ao ver cidadãos sem teto, em busca de um terreno no qual possam instalar-se, apenas os denunciou e nada mais fez. Deveria propor e operar um plano de acomodação da população carente; deveria operar um plano de alimentação para estes; deveria implantar um plano de segurança no local.
Se na localidade não é mais possível criar complexos habitacionais, ótimo, que se criem em outro local, dando oportunidade de moradias para os cidadão. Apenas denunciando como fez, a prefeitura está em defesa dos donos de terra improdutiva (por sinal, o que é proibido na constituição). Ou seja, quer que todos saiam do terreno, privilegiando um dono e não cria nenhuma solução social para aquelas 200 pessoas que lá estão.
PARABÉNS PREFEITURA POR DEFENDER UM E NÃO DAR OPORTUNIDADES E NEM PROPOR NADA AS FAMÍLIAS CARENTES.
Por Leandro de Jesus Gomes

ATAQUE AO MEIO AMBIENTE

O prefeito Roberto Marques está atacando muitas áreas verdes do município, às vezes ele destrói totalmente o espaço, às vezes substitui por uma área artificial. Apesar disso, a prefeitura assinou o Termo de Adesão ao Programa Município Verde, no dia 03/07/2007 (vide http://www.poa.sp.gov.br/prNot.asp?id=1479). PARECE FICÇÃO OU PIADA DE MAU GOSTO.
“Segundo os parâmetros do Protocolo do Município Verde, Poá se compromete a apresentar um plano com ações e metas para implantação e desenvolvimento das dez diretivas previstas, que são: esgoto tratado, lixo mínimo, recuperação de mata ciliar, abordagem urbana, educação ambiental, habitação sustentável, uso da água sem desperdício, poluição do ar, estrutura ambiental e formação do Conselho Municipal de Meio Ambiente”.

Ainda segundo a nota divulgado no sítio da prefeitura, o “prefeito Roberto Marques afirmou que Poá não terá dificuldades em cumprir as metas estabelecidas, pois sua Administração já tem executado várias delas e elaborado projetos e estudos através do Departamento de Meio Ambiente para a preservação ambiental. Uma das propostas é a efetiva transformação de Poá em estância, sendo fundamental o plantio de árvores na cidade”.

Acreditem, no momento no qual os munícipes reclamam e denunciam inacreditáveis práticas contra o meio-ambiente na cidade, a prefeitura divulga isso. Vamos citar alguns exemplos do descaso em nossa cidade.

- Destruição da praça da bíblia e construção no local de um espaço totalmente artificial. Além disso, o espaço que deveria ser público, está rodeado por grades, impedindo a livre permanência no local, tem árvores artificiais. Como diria Milton Santos, “é um não-lugar”.

- Destruição de todas árvores plantadas na avenida 9 de Julho.

- Implantação de barracas fixas na praça expedicionário.

-Construção da rodovia Padre Eustáquio no pouco espaço que resta de área verde no município.

Devemos, portanto, denunciar estes absurdos. Poá não merece receber o pretendido selo com a assinatura deste termo. A cidade não é exemplo de preservação do meio-ambiente, muito pelo contrário, o que se vê neste exato momento é uma arbitrariedade contra as áreas naturais. Hoje em dia, a prefeitura desrespeita os itens propostos no acordo e faz uma propaganda mentirosa. Os munícipes não estão de acordo e a prefeitura está alheia à vontade do povo.

PS: Nesta matéria é comentado a respeito de um parque municipal. Será que a prefeitura fará mais um ataque à natureza, no local onde existe a última reserva de mata nativa no município? Desse jeito, é bem provável
Por Leandro de Jesus Gomes

04 julho, 2007

Para que serve um jornal?

Às vezes, parece que ninguém sabe o que é o jornalismo e para que serve. "Um jornal serve para servir", concluía um jornalista brasileiro que eu o li uma vez. Um jornal deve ser verdadeiro - o que não significa dizer sempre a verdade, mas tentar fazê-lo. Um jornal deve fazer pensar - o que não significa pensar melhor e mais fundo, mas não desistir de o tentar, concluía ele. Enfim, um jornal deve ser democrático, ou seja, ele não pode se restringir a análise das situações do ponto de vista de uma minoria em detrimento da coletividade.
Há, claro, vários tipos de jornalismo. É o jornalismo de jornal em nossa cidade, cuja crise se decreta há anos, que aqui importa.
Acompanhei os noticiários jornalísticos que cobriram os recentes eventos de inaugurações em nossa cidade. As matérias e artigos veiculados foram suficientes para proclamar um jornalismo parcial e interesseiro a serviço da Administração. Fui surpreendido pelo Jornal Novo Milênio, sua cobertura destoou de todos os outros. Ela foi imparcial. Apontou o interesse da Administração nas inaugurações e o protesto de pessoas que discordavam das obras (inclusive foram publicadas minhas palavras de protesto na íntegra). O jornalista publicou informações verdadeiras. Ouviu os dois lados. Ficam aqui registrados os meus cumprimentos aos responsáveis pela matéria.
Enfim, jornalistas ouçam-me! O que o povo ordena é que vingue o melhor do seu pensamento sobre a sua cidade. Nenhuma imprensa será verdadeiramente democrática se não tiver como sua característica principal estabelecer um vínculo mais estreito entre o povo e o periódico.

27 junho, 2007

NARIZ DE PALHAÇO

Ontem compareci as inaugurações da nova Câmara DOS Vereadores, da Praça da Bíblia, do tal centro Cultural Taiguara e da Rua José Calil. Um projeto do Executivo, com total apoio da câmara, que consumiu desesperados 4,5 milhões de reais dos cofres públicos para consolidar um sonho da Família Marques – segundo as palavras do próprio prefeito Roberto Marques. Estavam lá a “multidão” de membros do executivo e legislativo, funcionários e afins da prefeitura, todos muito sorridentes e alegres, e de certo modo incomodados com o meu nariz de palhaço. Pela minha cabeça passavam pensamentos e sonhos da família poaense enquanto assistia com direito a extravagante queima de fogos a realização do sonho (não da família poaense) mas da Família Marques. Confesso: senti-me pequeno, por um momento desesperançado. Vi a felicidade de alguns em detrimento de toda coletividade. Meu Deus! Os espertos se multiplicam e os puros jazem no ostracismo; os soberbos e arrogantes prosperam de mãos dadas com aqueles que pensam em seus próprios prazeres, e os humildes e honestos continuam uma minoria impotente. Senti-me intimidado, mas prossegui. Como um sorriso espontâneo a esperança brotou, pois esperança não é lutar porque vai dar certo, mas porque vale a pena. Tenho esperança, sem saber bem ao certo como será o amanhã ou se essa forma de protesto significou alguma coisa para os presentes ontem. Só estou certo de que vale a pena lutar pelo amanhã e que quero ser no mundo aquilo que gostaria de ver no mundo.

25 junho, 2007

O que será?

Enfim, amanhã é dia 26 de junho de 2007. Dia de inaugurações em Poá. Fico aqui do meu canto a observar aquele pedaço de Poá situado na Praça da Bíblia, sabe, ali na Nove de julho, com uma pirâmide azul, bem pertinho da padaria Chip’s, da locadora simultâneo (leia-se Júnior da Locadora) e do Center Poá (leia-se Edvaldo). Este pedaço é agora conhecido como “Ilha da Fantasia”. Temo que a fantasia seja de nós, eleitores, iludidos pela esperança de que vereadores iriam nos representar, lutar contra a desigualdade social, valorizar a educação e a saúde, promover o desenvolvimento sustentável do município. O pior é que não há exceções - vereadores que primam pela ética, transparência e coerência em seu compromisso com os mais pobres. É só observar em todas as votações sempre há unanimidade de votos. Não há ninguém que questiona ou que se sugere ou que principalmente fiscalize. Vereadores, Poá está nas ruas não nas xícaras de café. Pense no texto abaixo.
Um belo dia um
político foi atropelado e foi para o céu.Chegando lá São Pedro olhou para ele e disse:- Ola seja bem vindo senhor - ele cumprimentou São Pedro - mas temos um problema senhor, não é muito comum recebermos políticos sendo assim não sei o que fazer ao certo.O político falou:- Me leve para o céu e pronto.- Eu não posso fazer isso, sabe eu sigo ordens superiores. Faremos o seguinte você passará um dia no inferno e um dia no céu, a pois isto você escolhe para onde quer ir certo?O político aceitou. Eles foram para o elevador, desceram, desceram. Quando a Porta do elevador se abriu ele viu um clube de golfe lindo, onde estavam seus amigos políticos, muito bem vestidos comendo caviar e lagosta e sabe... o diabo até que é um cara muito simpático. Tudo estava tão bom que o tempo se passou e já era hora dele ir para o céu. Chegando ao céu ele passou o dia vendo as pessoas pulando de nuvem em nuvem, tocando harpa e tranqüilas. Chegando no final do prazo São Pedro perguntou:- Então qual sua escolha?Ele respondeu:- Sabe o que é, aqui no céu e muito tranqüilo e tal, mas o inferno eu me senti muito melhor. Lá é mais o meu jeito.- Certo, então é só pegar o elevador. Eles se despediram e quando a porta do elevador se abriu ele viu algo que parecia um deposito de lixo, seus amigos com roupas todas esfarrapadas e catando o lixo para por em sacos pretos. O diabo chega e poe braço sobre os ombros do político que gaguejando fala:- Mas ontem tinha lagosta e o campo...o que aconteceu??Com um sorriso no rosto o diabo fala:- Ontem estávamos em campanha, hoje já temos o seu voto.

20 junho, 2007

Mercado Popular

As recentes barracas que foram autorizadamente instaladas no centro de Poá estão instaladas em local proibido. Existe o descumprimento de regras estabelecidas por lei para a localização das barracas. Instalar barracas a menos de 20 metros de bens e monumentos tombados, a menos de 5 metros das faixas de pedestres e dos orelhões, em frente das portas das agências bancárias, sem obediência a distância mínima entre barracas e que prejudicam o meio ambiente, por exemplo, são exigências de qualquer administração que se preocupa com a política de desenvolvimento urbano.
O desorganizado mercado que está se ampliando na Praça do Relógio está ocupando as calçadas do centro impedindo a limpeza da área e o trânsito de pessoas, servindo às máfias do contrabando, do roubo de carga e da pirataria e deteriorando parte considerável do patrimônio arquitetônico, além do prejuízo ambiental.
Cumpre à Prefeitura tocar um projeto de geração de renda de maneira responsável e diligente e não de maneira irresponsável e ilegal onde se liberam verbas através do banco do povo para pessoas que estão diretamente ligados a suas secretarias não incentivando a livre participação dos interessados. É preciso instalar mercados populares em locais adequados, movimentados, em construções atraentes, além de se conceder por parte do governo municipal, incentivos para que os camelôs possam se estabelecer legalmente como pequenos lojistas, pois hoje só lhes resta servir às máfias.
O problema dos camelôs não pode ser encarado do ponto de vista assistencialista. Hoje, o negócio que antes garantia o pão de alguns desempregados transformou-se numa fonte de recursos do crime organizado.
Defendo, portanto, a livre iniciativa econômica para geração de renda através dos mercados populares, desde que estes sejam organizados e bem localizados, onde só mercadorias legais podem ser comercializadas e que o mesmo não seja apropriado por alguns poucos funcionários da prefeitura em detrimento de toda a coletividade.

BARRACAS

Leia abaixo o texto - barracas instaladas no centro da cidade, de Leandro de Jesus Gomes, morador de Poá e estudante de Jornalismo na PUC- SP.

Nos últimos dias, foram implantadas duas barracas (fixas por cimento) no centro de Poá. Bom, mas afinal, que mal tem isso?
Primeiro detalhe, elas foram implantadas na Praça do Relógio, logo em frente o túnel de pedestres. Isso se torna um grande empecilho ao se verificar que elas estão atrapalhando o trânsito de pedestres. Ressalta-se que não poucos, pois esta praça é o principal meio de acesso de pessoas que vêm do sul para o norte da cidade ou vice-versa. Além disso, vivemos um momento no qual se discute como deve ser a aparência dos centros urbanos. Um exemplo, na cidade de São Paulo acabou de ser concretizado o Projeto de Cidade Limpa, o qual visa diminuir a poluição visual, principalmente através da retirada de out-doors do município. Assim, logo após este exemplo, a prefeitura municipal de Poá autoriza a colocação desses empecilhos em plena praça, em pleno local que deve preservar o verde, que deve permitir ampla visualização em se tratando de um centro que precisa de segurança. Este é o segundo detalhe. O local vem sendo segurado por policiais militares. As instalações das bancas atrapalham a visualização de toda a área. Terceiro detalhe. Elas ficam localizadas próximas a uma faixa de pedestre e logo em frente do retorno disponibilizado aos taxistas. Se uma pessoa passar despercebida pelo local, pode ocorrer acidente. Ah, há mais um detalhe. Não parece serem regulares produtos “genéricos” que ali são vendidos. Então, prefeitura, olhe o alerta.

Parece que serão implantadas mais barracas e que elas estariam sendo financiadas pelo Banco do Povo. Não se quer aqui destituir o trabalhador de um local para trabalhar. No entanto, é necessário numa sociedade civilizada e democrática que o espaço público seja normatizado, justamente por ser público e de todos.

Já que se quer disponibilizar uma área para que pessoas (não sei se somente trabalhadores) montem sua atividade comercial, fica aqui uma sugestão: colocar estas bancas em parte do Terminal de ônibus, já que o mesmo não é totalmente utilizado pelas empresas. Lá há um ótimo espaço para implantá-las.

Pergunta-se agora. Para que serve o departamento de Meio Ambiente da prefeitura se ele permite que isto ocorra em plena área verde. Bom, se pensarmos que foi permitido aquele ato contra a praça da Bíblia (desconfiguração para fazer uma que nem foi “construída” ainda), Poá continuará a ter este desleixo por questões ambientais. Parece que nossos governantes não souberam do Painel Intergovernamental da ONU para questões do Meio Ambiente, o qual prevê catástrofes em nosso planeta se não cuidarmos melhor do ecossistema.

19 junho, 2007

Mídia

Estamos de olho na imprensa poaense. Leia abaixo o texto sobre mídia de Leandro de Jesus Gomes, morador de Poá e estudante de Jornalismo na PUC- SP.
Resenha

RAJAGOPALAN, Kanavillil. Designação: a arma secreta, porém incrivelmente poderosa, da mídia em conflitos internacionais in MACHADO, Anna Rachel et al. Resenha. Ed. Parábola Editorial. São Paulo, 2004.
Mídia, palavra e poder

O livro Resenha, feito para dar subsídios ao leitor na criação de textos homônimos à obra, contém artigos de outras fontes que dão apoio à sua compreensão. Entre estes, está o de Kanavillil Rajagopalan, da referência acima. O artigo de Rajagopalan ocupa sete páginas das cento e vinte e quatro que compõem o livro. Ele inicia-se com duas epígrafes em inglês, as quais foram traduzidas pelos escritores do livro. A seguir está a Introdução e mais três seções. Ao final do artigo encontram-se as referências bibliográficas que serviram de apoio à produção do texto A Introdução relata como está o papel da mídia em conflitos bélicos. Afirma que a Guerra do Golfo inaugurou os conflitos como espetáculos comercializados e que as informações surgem conforme desejam os detentores de transmissão. Ao final desta seção, o autor expõe como sendo o objetivo do texto, a reflexão do modo utilizado pela mídia para imprimir certas interpretações, pelo simples ato de designação de determinados acontecimentos. Informa também que sua tese é aquela na qual no uso político de nomes e apelidos está o poder de influenciar a opinião pública. A primeira seção é responsável por dar sustentação teórica aos fatos que irão ser postos nas próximas seções. Trata de estudos referentes às especificidades de nomes próprios e de objetos nomeados. Em sua composição, há citação de outros autores e suas teses referentes ao funcionamento do nome próprio. Contudo, afirma ser mais interessante verificar que “as descrições são nada mais que representações verbais de atributos e se os atributos são da ordem de acidentes (e não de essência), é no nome próprio que devemos encontrar algo no objeto de forma inalienável”. A segunda seção trata mais especificamente sobre jornalismo e escolha de termos de designação. Ela inicia-se com uma observação importante. Diz que as pessoas comuns são influenciadas por acreditar que o nome próprio está livre de qualquer marca de predicação. No entanto, o jornalismo imprime seu ponto de vista na produção de termos de designação em novos acontecimentos, lugares, ou até mesmo para indivíduos. Exemplifica estes argumentos com os termos criados no pós - 11 de Setembro de 2001, e como eles influenciaram o posicionamento dos sujeitos diante dos acontecimentos. Contudo, deixa uma ressalva. Relata que ás vezes os nomes escolhidos podem não ter o efeito desejado e se voltarem a quem o criou. A última seção expõe a conclusão do artigo. Ela reafirma o poder de designação dos termos. O escritor proferiu que a imprensa, atrás de um disfarçado ato de referência neutro, está na verdade emitindo opiniões e julgando valores. Diz ainda que é neste ponto onde se concentra o perigo. O leitor desavisado ou ingênuo pode confundir descrição com termo referencial ou opinião com fato consumado. As epígrafes no idioma inglês, do artigo original de Rajagopalan, tornam-se um aspecto negativo, pois muitos leitores podem não compreendê-las. Esta questão foi resolvida pela tradução dos autores do livro. O autor, ao fazer o artigo, discutiu um assunto muito debatido por especialistas: a influência da mídia sobre os expectadores e a transmissão de informações por meio de espetáculo. É de conhecimento de todos o papel negativo que a mídia exerce diante destes aspectos. E sobre eles, Rajagopalan soube pôr novos pontos na discussão. A seção um tem um conteúdo mais complexo, pois, utiliza conceitos bem específicos sobre nome próprios. Porém, ao leitor a quem o texto se destina, é compreensível. A teorização de nomes próprios, desde seu contexto histórico e por meio de outros autores, foi essencial na compreensão do texto e na sustentação de sua tese. Esta seção foi pequena, mas mesmo assim, o autor demonstrou corretamente que um nome não é atribuído a algo ao acaso, e sim, contém precedentes contextuais que o envolve. Este conteúdo vai ao encontro da designação de termos das seções seguintes.A segunda seção é maior e contém diversos exemplos que facilitam a compreensão da tese do autor. Eles são claros e, já com base teórica da seção I, conseguem expor ao leitor como as palavras utilizadas pela mídia em diversos momentos, trazem consigo valores avaliativos e não neutros. Dominam exemplos de guerras e, mais especificamente a do Afeganistão. Isto, pois, os nomes designados a incidentes num conflito bélico são de forte valor, de grande poder de influência, numa situação que exige posicionamento entre os sujeitos, participantes ou não. Esta seção mostra ainda, que a influência por meio da designação, não é problema de algum setor específico da mídia. Relata que a mediação imparcial é feita por ambos lados num conflito. Há de se concordar com o autor, pois, a mídia através de seus diversos interesses, escondida numa transmissão imparcial inexistente, confirmada pelo autor, influencia o público. A mídia está numa posição que exige extremo cuidado no seu trabalho transmitido. Ele deve acontecer desde os verbos discendi, o quais podem repassar um determinado valor que não corresponde ao real, até conteúdo total informado. Contudo, interesses maiores, às vezes, superam o dever da imparcialidade. Eles vão desde os ideológicos até econômicos, como puderam ser vistos na Guerra do Afeganistão. Embora a seção um tenha sido um pouco dispare quanto á clareza das outras, não prejudicou a qualidade do texto. O autor entrou em um assunto já bastante discutido, mas com uma forma diferente, com embasamento teórico, conseguiu impor seu artigo. A tese inicialmente exposta foi explicada, compreendida e aceita.

18 junho, 2007

Poá, onde você está?

Por Saulo Souza
A cidade é a base concreta da vida urbana. As ruas, as praças, os bairros, o centro, os estabelecimentos comerciais, as casas, os edifícios, os hospitais, as escolas, os terrenos, os vazios urbanos, o solo urbano são elementos que compõem a estrutura interna da cidade. Todos esses elementos, bem como a própria vida urbana, são constantemente modificados, produzidos e reproduzidos, pois o espaço urbano é socialmente produzido e está em permanente transformação. Dentre esses elementos, no processo de urbanização, a rua apresenta-se como lugar de realização de um tempo-espaço determinado. De simples caminhos mal traçados a largas avenidas, a rua continua sendo uma expressão do espaço urbano e uma expressão da vida humana. Na rua, a cidade manifesta-se, seja através do seu desenho ou da sua forma, seja enquanto lugar de realizações sociais. Portanto, a rua é onde se materializam as transformações na trama física e na paisagem da cidade e ainda é o lugar de manifestações das relações sociais e das diferenças. Assim, se por um lado, a rua “é um alinhado de fachadas, por onde se anda”, ou “caminho público ladeado à direita e à esquerda de casas, paredes ou muros no interior das povoações” ou ainda, “via pública para circulação urbana, total ou parcialmente ladeada de casas”, é antes de tudo “fator de vida das cidades”. Quem está na rua conhece a vida da cidade.
Executivo e legislativo da nossa cidade não estão nas ruas. Estão nos gabinetes – televisão e telefone, nas Padarias - Chips e Santa Helena, nos restaurantes - Recanto Mineiro e Maná Caiçara, nos condomínios fechados - Arujazinho e litoral, nos carros oficiais – compras e carona, nas reuniões - acordos partidários e cargos, enfim estão... Quer dizer, não estão. Homens públicos, a cidade está nas ruas não nas xícaras de cafés.

17 junho, 2007

Quero

Quero ser livre para pensar, sonhar e não constranger, rir e não decepcionar, falar e escrever sem sentir-me ameaçado. Viver sem medo de rótulos. Não vou dar atenção para aqueles que demonizam minhas inadequações. Quero viver sem as cobranças impiedosas de quem só deseja me usar. Não, não pemitirei amizades pontuais e interesseiras. Estou, a duras penas, me construindo, portanto, não me submeterei a pedradas. Quero ser parecido com Jesus, meu grande herói. Ele foi livre, descompromissado com as instituições e amigo de marginalizados. Quero seguir seus passos ainda que incoerente, cheio de erros, perplexo ou apavorado, mas seguindo. Sei que essa aventura me consumirá pelo resto de minha vida, mas é o que quero.

Clique e confira as promoções

Publ01